Após se aposentar, xanxerense decide aprender tocar gaita e usa isso como passatempo

9 de janeiro de 2019 14:01 | Comunidade , História , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Após se aposentar, xanxerense decide aprender tocar gaita e usa isso como passatempo (Foto: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

Ortenila Radaelli Zanella, de 71 anos é aposentada e, hoje, dedica parte do seu tempo para aprender cada vez mais a tocar gaita. Já faz mais de dez anos que a xanxerense se dedica a isso, aprendendo cada dia mais.

Ela conta que sempre gostou do instrumento e após se aposentar, em 1996, dedicou alguns anos à Pastoral do Menor, até que resolveu fazer um curso para aprender a tocar gaita. Ela ingressou no curso com 60 anos.

– Acho a gaita muito legal, ela é um instrumento que alegra o ambiente, que movimenta a pessoa, faz dançar, e sempre achei muito bom. Fiquei pensando em como eu ia aprender, meu marido ficou empolgado e comprou uma gaita e buscamos um professor. Fiz aula por cerca de sete anos – conta.

A xanxerense conta que aprender não foi fácil e que pensou até em desistir. Mas, ao lembrar do seu gosto pelo instrumento e dos familiares e amigos que torciam por ela, decidiu continuar.

– Achei um pouco difícil de aprender, teve um tempo que fiquei pensando em desistir, mas lembrava que muita gente sabia que eu estava fazendo o curso e estava esperando isso. Quando comecei a aprender a música Lembranças me deu um desânimo, e hoje é uma das músicas que eu melhor sei tocar. É preciso treinar muito, a gaita é um pouco complicada. Hoje, sei tocar algumas músicas, já consigo tirar algumas músicas sozinha e quando estou em casa tiro um tempo para ensaiar – comenta.

Ortenila e o marido Vicente Zanella hoje formam uma dupla e participam da Associação Amigos da Viola de Xanxerê (Amivix). Lá, ela é a única mulher que toca gaita.

– Eu e meu marido temos uma dupla, ele toca violão e eu gaita e nós treinamos em casa, quando temos tempo. Até alguns anos atrás, eu não conseguia decorar as músicas, mas, hoje, eu e meu marido só tocamos as músicas que sabemos cantar. Fizemos parte da Amivix, toda segunda sexta-feira do mês fizemos uma janta e cantamos lá. Já animamos algumas festas de aniversário, em alguns lugares que a gente vai, onde o pessoal já sabe que a gente leva os instrumentos, eles pedem para que a gente se apresente – conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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