Aprovado reajuste de 11% para o salário mínimo catarinense

14 de abril de 2016 10:53
Economia Compartilhar no Whatsapp
Aprovado reajuste de 11% para o salário mínimo catarinense O salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior (Foto: Internet)

 

Os deputados aprovaram  no plenário do Legislativo, nesta quarta-feira (13), o PLC 2/2016, que reajusta em 11%  o salário mínimo catarinense. Com isso, os valores das quatro faixas salariais do piso estadual vão variar de R$ 1.009 a R$ 1.158. Os reajustes serão retroativos a 1º de janeiro de 2016. Com a valorização, o piso salarial catarinense ficará 16,5% superior ao salário mínimo brasileiro, reajustado para R$ 866 em janeiro deste ano. “É o principal projeto da classe trabalhadora. Pelo menos milhão de trabalhadores serão atingidos”, afirmou o deputado estadual Dirceu Dresch  (PT).

Dresch, que articulou junto aos demais lideres partidários para que o projeto tivesse trâmite acelerado e fosse aprovado em sete dias,  destacou a capacidade de diálogo  entre representantes das entidades patronais e as federações dos trabalhadores que resultou no acordo para um reajuste que contemplasse a inflação do período. O  percentual do reajuste também foi o maior entre os cinco estados que possuem o salário mínimo regional.

Quatro faixas salariais

Com a aprovação do projeto,  a primeira faixa salarial do piso mínimo catarinense passa de R$ 908 para R$ 1.009; a segunda faixa, de R$ 943 para 1.048; a terceira faixa subiu de R$ 994 para R$ 1.104; e a quarta faixa salarial passou dos atuais R$ 1.042 para R$ 1.158.

Mais poder de compra –  Conforme Dresch, o reajuste do salário mínimo catarinense contribuirá com a economia catarinense. “O governo federal do PT provou, com a política de valorização do salário mínimo nacional, que fortalecer o poder de compra do trabalhador fortalece o mercado interno.  Quando o trabalhador ganha, toda a sociedade ganha. O resultado são mais recursos circulando na nossa economia, trazendo benefícios ao setor patronal e à arrecadação do governo”, aponta Dresch.

Um milhão de trabalhadores –  O deputado  fez um apelo para que o goverador sancione rapidamente a lei aprovada.  Ele argumenta que, mesmo o piso regional valendo apenas para os trabalhadores sem representação sindical, o mecanismo se tornou a principal referência nas  negociações coletivas, e muitas categorias já estão em negociação salarial. “A nossa estimativa é de que mais de um milhão de trabalhadores catarinenses sintam no bolso essa medida”, afirmou Dresch.

Conheça quais categorias compõem cada uma das  quatro faixas salariais que formam o Salário Mínimo Catarinense com o valor reajustado

Faixa 1 – R$ 1.009

Trabalhadores: na agricultura e na pecuária; nas indústrias extrativas e beneficiamento; em empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos; em turismo e hospitalidade;  nas indústrias da construção civil; nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; em estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.

Faixa 2 – R$ 1.048

Trabalhadores: nas indústrias do vestuário e calçado; nas indústrias de fiação e tecelagem; nas indústrias de artefatos de couro; nas indústrias do papel, papelão e cortiça; em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e nas indústrias do mobiliário.

Faixa 3 –  R$ 1.104

Trabalhadores: nas indústrias químicas e farmacêuticas; nas indústrias cinematográficas; nas indústrias da alimentação; empregados no comércio em geral; e  empregados de agentes autônomos do comércio.

Faixa 4 – R$ 1.158

Trabalhadores: nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; nas indústrias gráficas; nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; nas indústrias de artefatos de borracha; em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade; nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); empregados em estabelecimento de cultura; empregados em processamento de dados; empregados motoristas do transporte em geral; e empregados em estabelecimentos de serviços de saúde

 


Por: Patricia Silva

Deixe seu comentário

Saiba Mais