Atenção pais: dados chamam a atenção para casos de obesidade infantil

8 de agosto de 2019 11:53 | Visualizações: 76
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Atenção pais: dados chamam a atenção para casos de obesidade infantil Foto: Divulgação

Hábitos alimentares ruins na infância são a principal causa de crianças obesas. Segundo dados, no Brasil em 2008, o excesso de peso atingia 33,5% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, sendo que 16,6% do total de meninos também eram obesos; entre as meninas, a obesidade apareceu em 11,8%. O excesso de peso foi maior na área urbana do que na rural: 37,5% e 23,9% para meninos e 33,9% e 24,6% para meninas, respectivamente. No censo de 2009 no Brasil, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Conforme a cardiologista Marines Bertolo Peres, as perspectivas para os próximos cinco anos é que os casos de crianças obesas aumentem, reflexo do sedentarismo e alimentos industrializados. Apesar disso, a doutora salienta que campanhas para combater a obesidade infantil são realizadas, porém a população tem dificuldade em aderir.

O sobrepeso vem atrelado a problemas de saúde, como doenças cardiovasculares precocemente, hipertensão, excesso de colesterol no sangue e também diabetes tipo 2. Para que essas crianças tenham uma qualidade de vida melhor nessa fase, Marines reforça a importância de cuidar da alimentação desse público.

– A regra número um é evitar a exposição aos alimentos calóricos e pouco nutritivos. Sem acesso, fica mais fácil evitá-los, já que o autocontrole infantil é algo bem difícil para as crianças. Além disso ter uma dispensa e geladeira saudáveis. O melhor para o seu filho é não ter em casa alimentos como bolos, biscoitos, balas, chocolates e sorvetes. É recomendado retirar esses itens das compras de mercado para não expor à criança às facilidades e ao consumo exagerado – explica.

Foto: Divulgação

 

Além disso, deve-se evitar:

– Passeios e programações que incluam um lanche em fastfood ou refeição em rodízios de pizza ou churrasco. Será difícil para a criança manter o controle com a variedade e oferta exagerada de alimentos.

– Nunca utilizar um alimento como forma de compensação.

– Evitar refeições com alimentos altamente processados como salsicha e batata frita.

– Tornar a ida ao mercado um passeio divertido e informativo. Apresentar as frutas, legumes, verduras e cereais. Estimular a criança a escolher alimentos saudáveis, coloridos e saborosos.

– Nas idas ao mercado, passar longe das gôndolas com biscoitos, doces e salgadinhos. O hábito que muitos pais têm de deixar as guloseimas liberadas no final de semana não é recomendado. Isso poderá fazer com que a criança pense que se o alimento é consumido apenas uma ou duas vezes não há problema, o que não é verdade e pode acabar atrapalhando no controle do peso;

– É importante orientar as crianças sobre o que devem ou não comer quando forem à casa de algum amiguinho. O mesmo vale para os avós e familiares. Nesse caso, os adultos devem estar cientes do que é permitido e o que deve ser evitado;

– Na hora que bater a vontade de comer um doce, ofereça frutas da estação, que estarão frescas e saborosas. A partir do momento que em casa não há oferta de doces, essa troca fica mais fácil e natural para todas as partes. Mas não se esqueça de que até o consumo de frutas deve ser moderado. Todo e qualquer exagero deve ser evitado;

– Sucos de frutas devem ser consumidos com moderação, dando preferência às frutas em sua forma sólida;

– O líquido que mais deve ser oferecido às crianças é a água;

– Evitar ingerir qualquer tipo de bebida durante as refeições. O excesso de líquido pode diluir o suco digestivo, dificultando a digestão;

– Escolher bem os alimentos, evitar industrializados e comer com moderação.

 

Além de utilizar dos bons hábitos dentro de casa e em família, é importante que a criança acima do peso também usufrua de atividades físicas.

– Sempre que programar um passeio com as crianças, incluir atividades com exercícios físicos: ida ao clube com brincadeiras ao ar livre; praia com direito à caminhada ou até corrida; piquenique em local que possibilite brincadeiras com corda e bola – finaliza a cardiologista.


Por: Carol Debiasi

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