Atuação do profissional de saúde diante da morte é tema de palestra no HRSP

10 de maio de 2016 08:22
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Atuação do profissional de saúde diante da morte é tema de palestra no HRSP Palestra foi realizada no auditório do HRSP (Foto: Divulgação)

 

Profissionais do Hospital Regional São Paulo – ASSEC de Xanxerê, participaram nesta segunda-feira (09), da palestra “Atuação do profissional diante da morte: O que eu preciso saber ao lidar com a morte de um paciente? ”, que foi promovida pela Comissão de Educação Permanente e ministrada pelas Psicólogas do HRSP, Eliandra Solivo e Adrieze Jamile da Rosa. Durante a palestra, as profissionais abordaram os temas: como a morte é encarada no ambiente hospitalar; tipos de morte; paciente terminal; pacientes de UTI; morte súbita; as cinco fases do luto e ainda conceitos de eutanásia, distanásia e ortotanásia.

A Psicóloga Adrieze Jamile ressalta que no hospital, onde se prioriza a vida e a busca em salvar o paciente, a ocorrência de morte, pode provocar inúmeras reações nos profissionais, principalmente pelo caráter humano do trabalho, pois o envolvimento com o paciente e a família é inevitável. “A equipe de saúde, no hospital, convive quase que diariamente com a morte. Dessa maneira é muito importante conhecer e refletir sobre morte e sobre o processo de morrer. Tratar desse assunto com a equipe, pode ajudar a amenizar o sofrimento de quem passa por esse processo e auxiliar no preparo dos profissionais sobre suas próprias questões emocionais no que diz respeito a morte”, frisa.

“Aqui, nos deparamos com as emoções mais diversas, que envolvem do nascimento à morte de pessoas queridas e de familiares especiais. É comum nos sentirmos comovidos diante às situações de óbitos de pacientes, pois nos envolvemos e sentimos as perdas. Contudo, espera-se que o profissional esteja mais preparado, tendo condições de lidar com o momento delicado que envolve a morte. Ao trabalharmos na perspectiva do cuidado, temos que dar atenção àqueles que cuidam para que possam desenvolver um trabalho humanizado”, pontua a Psicóloga Eliandra.

A Gerente de Enfermagem do HRSP, ressaltou que a palestra foi um momento muito importante para todos os profissionais do hospital e que hoje, o profissional de saúde busca ofertar um atendimento humanizado aos familiares que enfrentam a perda. “Sou formada há dezesseis anos como enfermeira e antes disso era auxiliar de enfermagem. Na época da minha formação, a emoção era fator proibido, não era permitido que o profissional da enfermagem se emocionasse ou chorasse a morte de um paciente. Muitas vezes, tive que me conter e engolir o choro, impedida de expressar meus sentimentos à família, pois isso, demonstrava instabilidade e fragilidade profissional. Hoje, ensinamos que devemos e precisamos expressar nossos sentimentos de compaixão, amor, fraternidade, isso nos faz bem, e nos ajuda a compreender melhor a dor do outro. Hoje fico feliz, pois podemos trabalhar abertamente esses sentimentos e expressá-los sem danos a parte técnica que é fundamental para o perfeito atendimento. Isso é humanizar”, finaliza. (Assessoria de imprensa HRSP)

 


Por: Patricia Silva

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