Autismo: familiares e profissionais dão o ponta pé inicial para criar a AMA em Xanxerê

31 de agosto de 2019 15:16 | Visualizações: 511
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Autismo: familiares e profissionais dão o ponta pé inicial para criar a AMA em Xanxerê Foto: Carol Debiasi

Você sabe o que é autismo? Muitos devem estar se perguntando o que é isso, mas é uma realidade presente nas escolas de Xanxerê com alunos detectados com esse transtorno, inclusive, tantos outros sendo atendidos pela Apae. É por conta desses questionamentos e a falta de informação da grande maioria da sociedade é que pais de Xanxerê deram o ponta pé inicial na tarde deste sábado (31) para criarem a Associação de Amigos do Autista (AMA).

Dois pais de Chapecó que pertencem ao AMA naquele município, o qual é constituído já há cinco anos, estiveram em Xanxerê para sanar todas as dúvidas dos pais e profissionais da área da saúde que buscam iniciar esse trabalho no município. Conforme o presidente da comissão organizadora, Leandro Padilha, há 60 dias esse assunto veio em voga dentre os pais para que se constitua uma associação voltada ao autismos em Xanxerê.

Foto: Carol Debiasi

– Nesse primeiro momento convidamos dois integrantes do AMA de Chapecó que vão expor como o AMA tem atuado e a ideia é pegar esse modelo que já está funcionando e começar a fazer esse trabalho em Xanxerê. Hoje, o autismo é um tema pouco discutido e a intensão é somar com outras instituições que já atuam no município e que a gente consiga trazer mais um suporte às famílias e aos autistas – explica Leandro.

Segundo Leandro, o autismo tem vários graus, desde o leve ao severe e cada u requer um tratamento específico. Ainda conforme o presidente da comissão organizadora do AMA, sabe-se que o autismo não tem cura, mas é algo que se trabalho desde o início melhora-se a qualidade de vida das famílias, do autista e ao mesmo tempo quebrar barreiras na qual a sociedade começa olhar com outros olhos.

– Grande parte do preconceito pode ocorrer por falta de conhecimento. Muitas vezes a própria família não reconhece porque é um diagnóstico bem difícil. Consequentemente essa falta de informação acaba dando essa sensação de preconceito. A partir do momento que as famílias têm o diagnóstico e começam a buscar tratamento, isso quebra esse paradigma – salienta.

Foto: Carol Debiasi

Após esse primeiro encontro, o grupo irá coletar dados de familiares que queiram participar da associação. Posterior a isso forma-se uma diretoria, cria-se um estatuto e aprova-se em assembleia para então iniciar os trabalhos do AMA em Xanxerê.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 70 milhões de pessoas em todo o mundo apresentem alguma das formas de autismo. Não se tem dados precisos sobre o número de pessoas que estão no espectro autista no Brasil. Atualmente existe apenas uma estimativa da OMS de que há 2 milhões de pessoas com o transtorno no país.

Em Santa Catarina, uma pesquisa da UFSC feita em 2006 apontou que a prevalência de autismo é de 1,31 por 10.000 pessoas, com base nos dados das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAEs, Associação de amigos dos Autistas – AMAs e Fundação Catarinense de Educação Especial – FCEE.


Por: Carol Debiasi

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