Autismo: psicóloga explica peculiaridades da doença

29 de junho de 2018 15:07
Educação , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Autismo: psicóloga explica peculiaridades da doença (Foto: Divulgação)

O autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por problemas no desenvolvimento da linguagem e comunicação social. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 70 milhões de pessoas em todo o mundo possuem algum tipo de autismo. No Brasil esse número chega a 2 milhões.

As discussões sobre a inclusão de autistas em todos os seguimentos da sociedade são importantes para conscientizar as pessoas e quebrar tabus sobre essa doença, que muitas vezes é desconhecida pelas pessoas.

A psicóloga Ana Paula de Menezes explica que a principal característica do autista é a dificuldade de comunicação e interação social. O autismo não tem cura e nem um tratamento específico.

“O autista precisa de um acompanhamento multiprofissional, fonoaudiólogo, psicólogo, neurologista. É difícil identificar um autista, ele precisa ser levado a vários profissionais e eles juntos fazerem esse diagnóstico, até para os pais receberem essa notícia de forma mais precisa e cautelosa e depois ele precisa seguir com um acompanhamento com esses profissionais”, explica.

Ainda não foi descoberta qual a causa do autismo, apenas alguns fatores de risco já foram elencados por profissionais, mas que não são regras para todos os casos. Um fato que chama atenção é que há uma incidência 4,5 vezes maior do autismo acontecer em meninos.

“O autismo pode ser descoberto em qualquer idade da vida, mas é mais comum na infância. Muitas pessoas descobrem depois de adultas que tem autismo, algumas crianças descobrem na fase escolar e quando o grau de autismo é maior, pode ser diagnosticado no bebê, pois nos primeiros meses o bebê já é estimulado pela voz e a criança autista não tem esse estímulo. Outra característica da criança autista é o contato visual, que mesmo sendo um bebê, em casos de autismo ela evita o contato visual”, explica a psicóloga.

O autismo é classificado por graus, onde pessoas que apresentam graus mais leves da doença conseguem até manter um convívio social, enquanto quem apresenta graus mais elevados necessita de cuidados mais especiais e mais acompanhamento.


Por: Alessandra Oliveira

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