Baixo efetivo prejudica trabalho do IGP de Xanxerê

22 de agosto de 2018 14:32
Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Baixo efetivo prejudica trabalho do IGP de Xanxerê Foto: divulgação/IGP

A falta de profissionais para atuar no Instituto Geral de Perícias (IGP), de Xanxerê, é um problema antigo. Atualmente o órgão atende 13 municípios da região, com um médico legista e dois peritos criminais.

Conforme a coordenadora do IGP de Xanxerê, Silvana Ogliari Schurhaus, a situação é complicada e tende a piorar já que, além dos 13 municípios que já são atendidos, o IGP de Xanxerê também terá que fazer a cobertura da região de São Lourenço do Oeste.

“Nós continuamos com um médico legista só e dois peritos criminais para atender a demanda de todos os municípios que pertencem a região da 16º região de Xanxerê, ao todo são 13 municípios e a partir desta semana também começamos a cobrir a região de São Lourenço do Oeste, vamos cobrir 15 dias por mês. O ideal seria três médicos legistas para conseguir fazer a escala de plantão e ter sempre alguém disponível. A nossa briga é para que venha ao menos mais um médico legisla. Tem dias que o corpo precisa ser levado para Chapecó porque não tem médico”, comenta Silvana.

A coordenadora destaca ainda que, como o município possui apenas um médico legista, até mesmo a escala de trabalha fica difícil de ser elaborada.

“O nosso medico tem uma escala de sobreaviso, porque extrapola muito a carga horaria dele e acaba gerando um banco de horas e como o governo não paga hora-extra então precisa tirar em folga. Mas isso gera um problema enorme, pois se ele tira folga, ficamos sem médico”.

Silvana destaca ainda o que se espera é que os aprovados no concurso já realizado sejam chamados, assim diminuindo o fluxo de trabalho destinado a Xanxerê.

“Nós temos o concurso que foi feito, foi homologado, já foram feitas todas as etapas e a nossa esperança é que essas pessoas sejam chamados. Para Xanxerê não virá outro perito, mas teria em São Lourenço do Oeste. o que já acaba nos desafogando também”, finaliza.


Por: Patricia Silva

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