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Caminhoneiros contam com apoio da comunidade para continuar atividades

Raquel Sarmento | Coronavírus | 25/03/2020 14:25
Caminhoneiros contam com apoio da comunidade para continuar atividades
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Enquanto o país praticamente parou em função da quarentena em prevenção ao Covid-19, a classe dos caminhoneiros continua nas estradas de canto a canto, levando suprimentos à população.

Eles também são pais de família, filhos, e muitos estão enquadrados na faixa de risco, com 60 anos ou mais, sentem insegurança, medo, mas não pararam e não irão parar.

Segundo Sampaio, representante dos caminhoneiros, 70% da classe está rodando.

– Estamos na estrada, correndo o risco, porque ninguém é imune a isso, mas não podemos parar – diz.

Os principais setores são os transportes de medicamentos, alimentos e combustível, que estão trabalhando com cerca de 100% da sua capacidade. Já o transporte de grãos e materiais os motoristas estão parando.

– Quem está parando está fazendo o isolamento domiciliar de sete até dez dias, conforme o recomendado – comenta.

Mas os portos não pararam, continuam recebendo as mercadorias, a agricultura também está com a colheita em alta, principalmente da soja, nos estados do Mato Grosso, Paraná e também em Santa Catarina, e esse transporte precisa ser feito.

– Nossa preocupação está na segurança desses motoristas. Muitos estão ficando sem almoço, sem janta, pois os restaurantes não estão abertos. Assim também as borracharias e mecânicas para dar assistência nas estradas – conta.

Como serviço essencial, os postos de combustíveis não pararam, assim, as lojas de conveniências tem sido o suporte à quem está na estrada.

– Pedimos à população que entenda que a categoria precisa rodar. Estamos seguindo os protocolos de prevenção, e seguiremos nosso trabalho, pois nesse sentido a economia não irá parar – diz.

Conforme diz Sampaio, há algumas campanhas com a distribuição de álcool gel e marmitas aos motoristas, além de alguns postos estarem liberando o banho sem custos, para que possam ter esse acesso. Mas ainda assim, há localidades em que não há nenhum tipo de auxílio.

– Pedimos que a sociedade entenda a situação, e colabore, ajude nesse sentido. Fazendo ações para colaborar com a nossa classe que não pode e não irá parar – finaliza.

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