Ciclista de Xanxerê vai encarar os 1.200km na prova mais antiga do mundo, na França

15 de julho de 2019 18:15 | Visualizações: 1222
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Ciclista de Xanxerê vai encarar os 1.200km na prova mais antiga do mundo, na França Foto: Arquivo Pessoal

A prova mais antiga e conhecia no mundo do ciclismo completou 128 anos desde a primeira edição e é nesse desafio que Marcionei Mendes vai encarar no próximo mês. O percurso acontece na França a cada quatro anos e, nesta edição vai reunir mais de 7 mil competidores. O grande desafio é pedalar muito e completar os 1.200 quilômetros em 90 horas.

Para conseguir pedalar na maior prova de ciclismo do mundo, Marcionei precisou conquistar outras medalhas no Brasil, sendo que a última foi o Audax 600, ou seja, 600 quilômetros de muitas pedaladas.

O trajeto na França é chamado Paris-Brest-Paris, totalizando 1.219 quilômetros com uma altimetria de 12 mil metros. Para conseguir esse grande feito, Marcionei está treinando muito e cuidando com a alimentação.

— Estou me preparando o melhor possível para que seja menos sofrido, porque é uma prova extremamente duríssima, são 1.200 quilômetros com 12 mil metros de altimetria, não é uma prova fácil e deve ser terminada em no máximo 90 horas, isso seriam quatro dias – relata.

Marcionei sairá de Paris no dia 18 de agosto às 18h45min e deve retornar para a capital francesa no dia 22 de agosto às 12h45min. Nesse percurso são 15 pontos de controles e ele pretende fazer apenas duas paradas para descansar e dormir.

— Para receber o certificado eu tenho que cumprir a prova no máximo em 90 horas. Então não posso sair muito rápido no começo para não sofrer com problemas físicos no meio ou na parte final, mas também não posso fazer muito devagar. Estou planejando parar duas vezes, uma nas primeiras 24 horas e fazer 450 quilômetros, durmo 3 horas, pedalo mais 24 horas para fazer no mínimo uns 350 quilômetros, paro de novo para dormir 3 horas e depois pedalo até o final – conta como se prepara para encarar o desafio.

Ainda conforme o ciclista, a maior expectativa além de contar com a sorte, é chegar bem ao final do percurso.

— As pessoas se assustam com os 1.200 quilômetros, mas a minha maior preocupação são os 12 mil de altimetria, ou seja, o quanto eu terei que subir no acumulado total da prova. Estou me preparando, treinando bastante, mas é uma prova muito longa e por mais que eu me prepare, tem que contar com os imprevistos, contar com a sorte também, mas a expectativa é chegar e chegar bem – finaliza Marcionei.


Por: Carol Debiasi

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