Cidasc de Xanxerê segue em estado de alerta após caso de raiva no Oeste

4 de dezembro de 2018 18:46 | Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Cidasc de Xanxerê segue em estado de alerta após caso de raiva no Oeste Foto: reprodução

Nesta semana, um caso de raiva bovina foi confirmado no município de Campos Novos, Oeste de Santa Catarina. Em Xanxerê não há casos, mas a equipe da Cidasc fica em estado de alerta.

– Na região nós ano temos desde 2006, a último caso foi em Faxinal dos Guedes. Recentemente não recebemos nenhum chamado de produtor também. Faz alguns meses que tivemos um chamado mas não era raiva, era tétano. Ficamos sempre em alerta, prestando atenção, mas não há casos – enfatiza Diego Rodrigo Torres Severo, médico veterinário da Cidasc de Xanxerê.

Sobre a doença

A raiva é uma doença infecciosa de evolução aguda, causada por um vírus, quase sempre mortal, que se manifesta entre os animais por transtornos do conhecimento, aumento da excitabilidade nervosa e sintomas paralíticos. Transmite-se entre os animais, quase sempre a traves da mordedura ou contaminação de ferimentos por saliva de animais doentes do mal. O vírus está contido em alta concentração na saliva, e demais excreções e secreções dos animais acometidos da doença, além de também no sangue.

Sintomas

Atinge o sistema nervoso de bois, cabritos, porcos, cavalos, ovelhas, gatos e cães. No bovino, a forma mais comum é a paralítica, porém, pode ocorrer a forma furiosa. O primeiro sintoma é o afastamento do animal do resto do rebanho seguido de coceira na região mordida, perturbação dos sentidos, tristeza, indiferença, baba espumante e viscosa com sinais que sugerem engasgo, movimentos desordenados da cabeça, manifestação de tremores musculares e ranger de dentes, movimentos de pedalagem dos posteriores e anteriores. Na maioria dos casos a doença causa a morte do animal entre o terceiro e o sexto dia após o início dos sintomas.

Tratamento

Vacinar o rebanho uma vez ao ano; comunicar a existência de abrigos de morcegos (cavernas, bueiros, ocos de árvore, furnas, casas abandonadas) na propriedade e notificar os casos de morte de animais com suspeita da doença, para a coleta de material e exame em laboratório. Além desses cuidados é preciso controlar a população de morcegos hematófagos.

 


Por: Patricia Silva

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