Cinco anos após transplante de rim, xanxerense realiza festa para comemorar a vida

2 de julho de 2019 14:15 | Visualizações: 2033
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Cinco anos após transplante de rim, xanxerense realiza festa para comemorar a vida Fotos: Arquivos Pessoais

A emoção sempre vem à tona, mas é de felicidade. Há cinco anos a xanxerense Irene Goralski comemora a vida com outros olhos. Isso ocorre após sua cirurgia de transplante de rim. E, por conta disso, ela realiza uma festa que conta com a presença de familiares e amigos.

Tudo começou aos seus 21 anos, quando Irene teve uma sensação de mal estar. Depois de várias idas e vindas de consultórios médicos, a causa foi encontrada: a xanxerense possuía um problema renal.

– Eu passava mal em casa e tinha algumas sensações ruins. A princípio, era uma úlcera nervosa. Mas descobri que tinha um problema de pressão alta, sem causa. Comecei a investigar e descobri um problema renal. Aos 30 anos, em uma consulta com o médico André, ele começou a me preparar para um dia fazer um transplante renal. Eu me tratava com o André e com o Maurício, que é especialista na área. Nesse meio tempo fui para uma biópsia do rim e descobri que tive uma infecção na infância que não foi curada e acarretou o problema – diz.

A notícia do transplante veio em 2012, mas a ficha de Irene só caiu depois que ela passou pela cirurgia para colocação de um cateter.

– Em 2012, eles me avisaram que eu precisava fazer o transplante. Eu comecei a ficar muito ruim. Ia de 15 em 15 dias no médico. Eu não sentia o gosto da comida, passava por sensações ruins, enfrentei dificuldades na visão. Em um dia, eu cheguei na consulta e o médico me disse que eu precisava colocar cateter. Era uma segunda-feira. Até então, eu fiquei normal. Fui para o hospital, coloquei o cateter e quando eu voltei para o quarto e vi um cano em mim, foi muito ruim. Ali realmente a ficha caiu – cita.

Irene passou nove meses realizando hemodiálise, e após tudo isso, ela agradece a todos, principalmente a Deus.

– Foram nove meses de hemodiálise, e digo que Deus foi muito bom comigo. Eu não sentia dor, tinha uma vida normal. Eu sobrevivi sem líquido. Hoje, eu tenho minhas cicatrizes, mas eu permaneci com minha vida normal. Depois do primeiro cateter, eu fiz uma fístula. Ela durou dois meses, e estourou. Depois, coloquei mais um cateter, mas provisório. Quando eu estava indo fazer outra fístula, o hospital ligou que minha cirurgia havia sido marcada para o dia 25 de junho de 2014. Fiz a fístula, por prevenção, mas nunca usei ela e logo fui para a cirurgia – relembra.

Mas, é ao falar do doador que a gratidão invade o coração de Irene. Isso porque, foi o seu irmão que foi compatível para realização a doação.

– A minha família e meus amigos me apoiaram muito. Eu tenho três irmãos, duas irmãs e um irmão e ele foi 100% compatível comigo. Eu agradeço muito a família que tenho. Eu sai da sala de cirurgia muito bem, deu tudo certo. Hoje, eu me cuido, tenho a minha vida com a maior alegria possível, não falto consulta. Eu falo que sou uma paciente obediente. Eu nunca vivi para a doença, eu vivi com ela. Muitos amigos meus de maca, faleceram, por isso eu celebro a vida – conta.

E se tem algo que Irene aprendeu com toda a sua trajetória, foi agradecer. Foi assim que surgiu a Feijoada do Rim. O objetivo é o seguinte: agradecer e celebrar.

– São dois anos que eu faço essa festa. Eu adoro feijão, feijoada, pagode, caipirinha. Se existe uma coisa que eu comemoro, é a vida. E eu faço essa festa para meus amigos, família, e é muito bom comemorar com as pessoas que amamos. Eu vejo que a vida é tão curta, que se não formos felizes, não vivemos. É uma vitória – conclui.


Por: Alessandra Bagattini

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