Coletivo ABarca busca disseminar a cultura na sociedade e ocupar espaços públicos

14 de agosto de 2018 09:21
Comunidade , Cultura , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Coletivo ABarca busca disseminar a cultura na sociedade e ocupar espaços públicos Membros do ABarca durante as intervenções culturais da ExpoFemi 2018 (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Fundado em julho de 2016, o Coletivo Cultural ABarca foi instituído com o intuito de desenvolver atividades culturais na cidade de Xanxerê e região. O coletivo surgiu com o interesse dos participantes em aprender e produzir arte com um viés social e movimentar o cenário cultural que se encontrava apagado na cidade.

Tendo como principal objetivo fomentar a cultura e que ela seja acessível para todos os públicos, todos os eventos, ações, oficinas e atividades promovidos pelo Coletivo são realizados em espaços independentes ou públicos. Conforme Eloisa Almeida, membro do grupo, o intuito é ocupar os lugares públicos, mostrando a quem prestigia os eventos que todo espaço é cultural.

“Nos encontramos pelo menos uma vez na semana (geralmente na sexta-feira) de acordo com a disponibilidade do pessoal, procuramos intercalar entre reuniões referente as atividades, cursos artísticos e ensaio de teatro. Sobre as atividades, o grupo é totalmente aberto a ideias, durante as reuniões todos contribuem, assim desenvolvemos um cronograma para aplicar as tarefas durante o ano”, explica Eloisa, em nome do Coletivo.

Hoje, com 16 membros, o grupo está aberto a quem tiver interesse, curiosidade e vontade em participar do desenvolvimento das ações, que são intervenções artísticas, desde apresentação de teatro, leitura dramática, cinema, poesia, música e outros.

“Como somos um coletivo independente e artistas amadores, procuramos fazer cursos na área teatral, bem como cursos disponibilizados pelo Sesc, o qual nos dá grande apoio nas intervenções”.

Atualmente, o coletivo trabalha em uma leitura dramática de Mário Prata, Fábrica de Chocolates. Essa peça já foi apresentada por eles no ano passado, com a colaboração do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) Xanxerê. Agora, os ensaios foram retomados com a expectativa de apresenta-la ao público novamente no final de 2018.

Além disso, o coletivo organiza também tradicionalmente eventos de exibição de filmes, o CineBarca, que inicia nesta semana e, ao final, trará um convidado especial para uma conversa com os presentes sobre cinema.

“Também neste ano participamos do edital da Femi, com o auxílio da prefeitura de Xanxerê. Realizamos duas intervenções na feira, a qual tivemos o intuito de envolver a cultura local com a apresentação ‘Revolução dos Milhos’. Tal texto foi uma criação coletiva do grupo”, explica Eloisa.

Quanto a aceitação da sociedade com o coletivo, Fabrício Altenhofen, outro membro do grupo, comenta que muitas pessoas que prestigiam algum evento do ABarca, retornam para outras apresentações.

“Sempre foi uma aceitação bem positiva, principalmente pelo nosso objetivo, que é promover a cultura. Até agora, todo mundo que já acompanhou as apresentações se sentiu comovido, gostou e se sentiu motivado a participar do grupo ou, então, participar de novas edições, novos projetos. Boa parte das pessoas que prestigiaram alguma ação nossa, retornaram em outros momentos, conseguimos retornos bem bons. Acreditamos que nosso objetivo foi cumprido, pois, apesar de atingir um pequeno público, é um público potencial, muito focado e que realmente gosta do que fazemos, nos acompanha, nos apoia e nos incentiva”, conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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