Coluna Viver Bem: conheça os malefícios do tabagismo

13 de julho de 2018 08:35
Coluna Bem Viver Compartilhar no Whatsapp
Coluna Viver Bem: conheça os malefícios do tabagismo

Olá a todos, hoje iniciamos com a coluna Viver Bem aqui no site, fico muito feliz pelo convite e espero que gostem! Bom, para vocês me conhecerem melhor, deixa eu me apresentar devidamente, me chamo Daiana, nasci aqui em Xanxerê, sou formada em Medicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense em Criciúma, SC, especialista em Medicina Interna pelo Hospital São José de Jaraguá do Sul, SC e atualmente Residente em Cardiologia com muito orgulho pelo Hospital Regional São Paulo aqui em Xanxerê.

Pensando sobre saúde, qualidade de vida e hábitos, acredito que hoje em dia somos privilegiados pela quantidade de informações e de fontes que temos não é? Por exemplo, se eu quiser saber sobre como conseguir parar de fumar é só eu digitar na internet e logo surgem mil maneiras, receitas e simpatias não é verdade? Temos que saber filtrar algumas informações e aqui eu pretendo passar a vocês informações corretas e com embasamentos científicos.

Antigamente não havia nenhum controle sobre a publicidade do cigarro, então, por décadas, a indústria do tabaco utilizou diversos recursos da propaganda para dizer que “fumar é bom”, e de lá pra cá o consumo só veio a aumentar e com ele os seus malefícios a nossa saúde, dessa forma as pessoas começaram a perceber que o cigarro e a doença andavam juntos e agora parar de fumar já não era mais tão fácil quanto começar. Isso sabem o por quê? Por que a nicotina vicia mais que a cocaína! Com apenas sete a 14 dias de uso contínuo o fumante está dependente e só 3% das pessoas que tentam abandonar o cigarro conseguem fazê-lo, geralmente após tentar cinco vezes. E olha que não é pouca gente tentando ficar longe da fumaça: 80% dos fumantes Brasileiros dizem querer parar. Algumas medidas ainda estão sendo feitas, a luta é longa e desde o final do século 19 conseguimos alguns bons progressos, no Brasil por exemplo, como sabemos a propaganda foi banida, o imposto é alto, os maços trazem alertas de saúde e a nomenclatura “light”, ideal para capturar ex-fumantes, foi proibida.

No ano passado, 192 países aprovaram um tratado da Organização Mundial da Saúde (OMS) que prevê controle sobre o comércio de cigarro, limites à propaganda, aumento de impostos e divulgação dos malefícios que ele causa.

ok, mas quais são exatamente esses malefícios?  Então, como se não bastassem os males aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento de câncer, o cigarro também é prejudicial ao coração. É um dos principais fatores que elevam o risco de doenças cardiovasculares, como  infarto agudo do miocárdio, aneurisma da aorta abdominal, desenvolvimento de arritmias graves e AVC – acidente vascular cerebral.

As substâncias presentes no cigarro agridem a parede interna dos vasos sanguíneos, deixando nossas artérias mais vulneráveis ao depósito de placas de gordura, favorecendo a formação da placa de aterosclerose. Outra interferência acontece no mecanismo de contração e relaxamento do coração. Isto resulta numa maior dificuldade para o sangue circular. A associação com outros fatores, como hipertensão e diabetes, aumenta o risco progressivamente.

“Ah, Dra, mas eu só fumo às vezes quando estou nervosa (o)”, pois bem..

Nenhuma quantidade de cigarro é segura!! Independente do uso de cigarro, cachimbo, palheiro ou charuto, uma única unidade pode provocar esses malefícios, não importa a quantidade. Fumar pouco ou às vezes também faz mal.

É importante lembrar ainda que o fumante passivo também está exposto ao perigo. Há estudos que apontam que conviver com quem fuma afeta o coração, além de aumentar em duas vezes o risco de câncer, então, incentivem seus entes queridos a pararem de fumar, para o bem deles e o seu.

Como fazemos para ajudar essas pessoas então?

A fórmula mais eficaz para chegar lá é usar três armas combinadas. 1) Medicamentos que reduzam a abstinência, que podem ser de dois tipos. Os primeiros são os antidepressivos, que reduzem a ansiedade. Os outros são os repositores de nicotina, vendidos em adesivos ou chicletes. Eles fornecem nicotina suficiente para evitar a abstinência. 2) Psicoterapia, para identificar as situações em que há risco de fumar e ajudar a enfrentá-las. 3) Apoio dos amigos e da família.

Vale ressaltar que somente uma avaliação médica criteriosa é capaz de indicar qual o tratamento ideal para cada paciente. Existem diversos métodos disponíveis. Assim, converse com seu médico e conheça o melhor tratamento para você.

 

Daiana Dambroso

  CRM/SC 20.681

13/07/2018


Por: Patricia Silva

Deixe seu comentário

Saiba Mais