Coluna Viver Bem: tenho Fibromialgia, e agora?

14 de setembro de 2018 19:36 | Coluna Bem Viver , Lance Notícias Compartilhar no Whatsapp
Coluna Viver Bem: tenho Fibromialgia, e agora? Foto: Divulgação

Hoje abordaremos uma patologia muito comum, a fibromialgia (FM), conhecem?

A fibromialgia é um problema bastante comum, visto em pelo menos em 5% dos pacientes que vão a um consultório de Clínica Médica e em 10 a 15% dos pacientes que vão a um consultório de Reumatologia. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. Não se sabe a razão porque isto acontece. A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre os 30 e 60 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes.

É uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Junto com a dor, a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada) e outros sintomas como alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais. Uma característica da pessoa com FM é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura pelo examinador ou por outras pessoas.

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de exames para comprovar que ela está presente. Se o médico fizer uma boa entrevista clínica, pode fazer o diagnóstico de fibromialgia na primeira consulta e descartar outros problemas.

Esses critérios são:

a) Dor por mais de três meses em todo o corpo.

b) Presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré-estabelecidos).

Provavelmente será pedido alguns exames de sangue, não para comprovar a fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular esta síndrome.

O DIAGNÓSTICO DE FIBROMIALGIA É CLÍNICO, NÃO HAVENDO EXAMES QUE O COMPROVEM.

O que causa a Fibromialgia?

Não existe ainda uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas já temos algumas pistas porque as pessoas têm esta síndrome. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia.

Infelizmente, por possuir um diagnóstico clinico e sem comprovação laboratorial, muitas vezes a fibromialgia é mal interpretada pelas pessoas e pelo próprio paciente, sendo confundida com sintomas de depressão e supervalorização de dor, então resolvi deixar a seguir algumas dicas para quem possui fibromialgia:

  1. SUAS DORES SÃO REAIS. Ninguém pode lhe dizer que o que você sente não é real. Fibromialgia é um problema médico crônico, assim como diabetes, hipertensão ou asma. Apesar de ainda não sabermos tudo sobre ela, os sintomas são reais e suas queixas são legítimas.
  2. NÃO SE SINTA CULPADO pelas suas dores. Você não desejou nem escolheu ter fibromialgia, nem pode optar por não sentir mais essas dores. Fibromialgia não é uma falha em seu caráter, é uma doença.
  3. SUA DOR TEM FASES DE MELHORA E DE PIORA. Assim, nos dias de muito mal estar, lembre-se: vai melhorar. Fibromialgia é muito mais do que simplesmente sentir dor. Na verdade, para muitos pacientes o maior problema é a fadiga constante. Existem outros sintomas associados com a fibromialgia: alterações do sono, rigidez, problemas de memória, atenção e concentração.
  4. VOCÊ PODE SE SENTIR MUITO SOLITÁRIO, achando que só você tem tanta dor. Lembre-se que quase 5 milhões de brasileiros tem as mesmas queixas que você! Apesar de existirem regras gerais que auxiliam o médico no diagnóstico, é importante lembrar que podem existir variações entre os sintomas das diferentes pessoas, mas a dor é comum a todos.
  5. ENCONTRE UM TRATAMENTO ADEQUADO. É muito importante que você encontre um médico com o qual você tenha um bom relacionamento, baseado em confiança e respeito mútuos.
  6. CONHECIMENTO É PODER. Leia, estude, tente conhecer a sua doença, e colocar em prática aquilo que aprendeu. Peça informações ao seu médico, solicite textos adequados para a sua leitura. Existem várias coisas que você pode fazer para ajudar no seu tratamento.
  7. NÃO TOME DECISÕES QUANDO ESTIVER COM MUITA DOR. Achar uma abordagem de tratamento adequada para você pode levar tempo. Apesar de existirem vários tratamentos disponíveis, pode demorar um pouco até você e seu médico encontrarem qual esquema funciona melhor para você. Mantenha-se disposto a tentar, sabendo que você vai encontrar uma melhora.
  8. SEJA BOM COM VOCÊ MESMO. Inclua em sua rotina diária atividades que lhe dão prazer. Pare na rua para cheirar uma flor ou para ver uma nuvem bonita! Controle sua higiene de sono, pratique atividade física, modifique seu estilo de vida, para reduzir o seu estresse.
  9. CONHECIMENTO MÉDICO, PESQUISAS E AVANÇOS DA MEDICINA são feitos, cada dia, para buscar melhores tratamentos para você. Não desista de seu tratamento!

Obrigada e até semana que vem!

Retirado e adaptado a partir de: http://www.fmaware.org/articles/10-fibro-facts/

Daiana Dambroso (CRM/SC 20.681)

 


Por: Alessandra Bagattini

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