Coluna Viver Bem: vamos falar de Outubro Rosa? É possível prevenir Câncer de Mama?

5 de outubro de 2018 10:40 | Coluna Bem Viver , Comunidade , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Coluna Viver Bem: vamos falar de Outubro Rosa? É possível prevenir Câncer de Mama? Fotos: Divulgação

Bom dia pessoal, iniciamos mais um mês de outubro e como todos sabem, esse é o mês Rosa, mês da prevenção e conscientização sobre o temido Câncer de mama que faz várias vítimas a cada ano. Ele é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no mundo, e também no Brasil, correspondendo a cerca de 25% do total de novos casos a cada ano em nosso meio, ele também pode acometer homens, porem mais raramente, representando apenas 1% do total de casos da doença.

O Câncer acontece devido à multiplicação de células anormais no tecido mamário, formando um tumor maligno, inicialmente imperceptível, que pode aumentar e atingir outros locais do corpo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, é o câncer que mais causa mortes e o mais comum nas mulheres brasileiras, que a consideram a doença mais temida, já que afeta a percepção da sexualidade e a imagem pessoal. Desmistificar o câncer de mama é fundamental para combatê-lo: nos últimos anos, a taxa de mortalidade da doença caiu mais de 40%, e o diagnóstico precoce foi essencial para isso.

Quais são os tipos de Câncer de Mama?

Existem vários tipos diferentes de câncer de mama, a depender do seu desenvolvimento, sendo que alguns são mais agressivos que outros. Os principais são:

  • Carcinoma ductal in situ – conhecido por CDIS;
  • Carcinoma lobular in situ – conhecido por CLIS;
  • Carcinoma ductal invasivo conhecido por CDI, que é cerca de 80% dos cânceres da mama invasores ou invasivos;
  • Carcinoma lobular invasivo conhecido por CLI;
  • Carcinoma inflamatório da mama é um câncer agressivo, mas muito raro.

Além destes tipos de câncer de mama, também existem outros que são ainda mais raros, como o carcinoma medular, o carcinoma mucinoso, carcinoma tubular e o tumor filoide maligno.

Podemos Preveni-lo?

O câncer de mama é causado por alterações genéticas, diretamente relacionadas à biologia celular, que podem ser estimuladas por fatores ambientais tais como: tabagismo, uso de hormônios (TRH – terapia de reposição hormonal por tempo prolongado), obesidade, fumo e alcoolismo. Também é mais frequente nas mulheres que tem início da menstruação em idade muito jovem e menopausa tardia. O uso de anticoncepcionais orais tem sido associado ao aumento da incidência, porém os dados de literatura não são conclusivos. Em 5 a 10% dos casos o tumor decorre de mutações genéticas encontradas em grupos familiares, e é mais frequente em determinados grupos étnicos como, por exemplo, as mulheres brancas, caucasianas, particularmente as judias de origem europeia. Atenção deve ser dada às pacientes com antecedentes familiares importantes de câncer de mama, particularmente quando há casos na família de mulheres acometidas antes dos 35 anos de idade.

Não há como se prevenir o aparecimento do câncer de mama de forma absoluta. Neste sentido, o que se pode fazer é o diagnóstico precoce da doença. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de sucesso no tratamento. O objetivo dos exames diagnósticos de rotina é encontrá-lo antes mesmo de causar sintomas. O tamanho do tumor e sua agressividade são fatores importantes para definir a conduta médica apropriada. A identificação precoce destes aspectos não somente indica o caminho adequado do tratamento, bem como influencia decisivamente na cura. É importante salientar que o câncer de mama pode sim ser curado. Para tanto é importante que as pacientes, estejam conscientizadas da necessidade na realização dos exames anuais de rotina.

Por outro lado, e como já dissemos acima, o meio ambiente pode atuar como adjuvante na manifestação genética que pode dar início ao crescimento de uma célula tumoral. Sendo assim, assumir hábitos de vida saudáveis é fundamental para que o organismo como um todo funcione melhor. Algumas medidas podem ser tomadas. Entre elas estão:

  • Controle do peso;
  • Prática de atividade física;
  • Evitar abuso de bebidas alcoólicas;
  • Evitar uso de TRH por tempo prolongado;
  • Evitar o fumo.

Como vou desconfiar se estou com Câncer?

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulos, que em geral são indolores, frequentemente duros e irregulares, e menos frequentemente macios e arredondados. Por isso é importante consultar o médico e realizar os exames com regularidade. Alguns sinais observados pelas pacientes podem ajudar a identificar o câncer de mama, mas que precisam ser avaliados pelo médico:

  • Nódulo na mama;
  • Inchaço em parte da mama semelhante à casca de laranja;
  • Irregularidades ou retrações na pele da mama;
  • Dor ou inversão do mamilo;
  • Vermelhidão e descamação do mamilo, ou na pele da mama;
  • Saída de secreção pelo mamilo, particularmente se for sanguinolenta ou translúcida;
  • Nódulo nas axilas.

 

Como é feito o Diagnóstico?

O diagnóstico das lesões de mama é feito com base em alterações na mamografia e ultrassonografia, que são os exames mais utilizados no rastreamento, e que quando realizados em conjunto, diagnosticam perto de 95% dos casos. Microcalcificações agrupadas são alterações radiológicas somente evidenciadas à mamografia, e que em boa parte dos casos são o primeiro e mais precoce sinal de um tumor de mama, frequentemente na fase pré-nódulo.

Por causa disto a mamografia é o principal exame a ser realizado, e o único que estatisticamente mostrou ganho de sobrevida. A ultrassonografia associada complementa o exame, sendo mais eficiente na visualização de nódulos, diferenciação entre áreas sólidas e císticas, particularmente nas mamas densas. Estes exames não podem ser negligenciados, e devem ser realizados na periodicidade determinada pelo médico.

A importância do autoexame é sempre relembrada nas campanhas anuais do governo, conhecidas como outubro rosa. Entrando no site www.inca.gov.br vocês encontrarão cartilhas de conscientização e explicação de como realiza-lo corretamente.

 

Bom final de semana pessoal!

 

Daiana Dambroso (CRM/SC 20.681)


Por: Alessandra Bagattini

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