Com dez anos, menino de Xanxerê se dedica a leitura e escreve o seu terceiro livro

8 de novembro de 2018 09:39 | Comunidade , Lance Notícias , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Com dez anos, menino de Xanxerê se dedica a leitura e escreve o seu terceiro livro Fotos: Alessandra Bagattini/Lance Notícias

Aos oito anos, Augusto Foletto Signori descobriu uma nova paixão: escrever. Com uma criatividade assídua o menino, que hoje possui 10 anos, se dedica para escrever o seu terceiro livro. A obra leva o nome de Mister August.

Diferente de muitas crianças, a frase que Augusto mais escuta de sua mãe é: “pode ir brincar, deixa para escrever depois”. Segundo ele, a paixão existe desde que aprendeu a ler. “Já escrevi três livros, com uma média de 50 páginas cada. Desde que aprendi a ler, com seis anos, sempre gostei, mas hoje me dedico mais ao escrever”, comenta.

Gracielle Signori, mãe de Augusto, diz que o filho sempre foi muito dedicado. “Ele sempre gostou de livros e sempre foi muito criativo. Ele ditava os textos para que eu escrevesse. Esses que eu escrevia, sempre guardava os rascunhos. Com oito anos, ele despertou o interesse para escrever, pois ele queria publicar um livro e, eu deixei. O Augusto sempre escreveu muito bem, muito correto. Ele tem uma facilidade muito grande e dá sequência nas histórias. Sempre admirei muito o trabalho e o esforço dele”.

Foi em um projeto realizado pelo colégio onde Augusto estuda que surgiu a oportunidade dele escrever colunas em um jornal do município. “Teve um projeto que eles foram conhecer o jornal, como ele funcionava e como eram as atividades. Depois dessa visita, a editora do jornal chamou a gente para conversar, e com incentivo da professora ele foi convidado para escrever no jornal. Foi a partir daí que ele começou a escrever um texto mais crítico, que conversa com o leitor. É um dom dele. Eu percebi o quanto meu filho é valioso”.

O livro preferido de Augusto é: O Diário de um Banana. Em seus livros, o menino trabalhou com comédia e ficção. “Eu gosto de escrever é ficção e comédia. Na coluna, eu escrevo crônicas, textos críticos, ou sobre algo da minha vida que eu queira compartilhar. Gosto muito do meu terceiro livro. É o texto que eu escrevi que estou mais apaixonado, que eu mais gosto”.

E não é apenas na literatura que o menino se dedica. No colégio, segundo o boletim, a nota mais baixa é oito, em educação física. “Eu busco inspiração na minha cabeça. Gosto de assistir desenhos, filmes. A minha nota mais baixa na escola foi oito, em educação física, o resto é nove e dez”.

A mãe Gracielle diz que se sente feliz e realizada ao ver o quanto seu filho se dedica para conseguir alcançar os seus objetivos. “Ele é bem dedicado, nosso orgulho. Com toda essa tecnologia, ele soube otimizar de forma positiva. O Augusto não tem acesso livro a internet, a gente sempre fica vendo o que ele faz. Eu acho que isso que deviria ser feito, os jovens, adolescentes, crianças, precisam disso, otimizar, já que eles possuem tudo na palma da mão, com mais facilidade. Ele é um dos poucos, entre os colegas dele, que não possui celular. Nada disso que está acontecendo na vida dele foi forçado, ele sempre fez porque ele quis”.

Augusto já escolheu a profissão que deseja seguir. “Eu quero ser escritor, ser colunista, me dedicar a isso, a escrever”, conclui.

 


Por: Alessandra Bagattini

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