Com o intuito de oferecer conceito inovador, mulher faz sucesso como barbeira

22 de janeiro de 2019 09:28
Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Com o intuito de oferecer conceito inovador, mulher faz sucesso como barbeira Foto: divulgação

Tâniah Kaciah Assunção tem uma profissão que geralmente é ocupada por homens, é barbeira. Após ver boa parte da família se dedicar à este trabalho, ela optou por também se aventurar neste mundo de barbas e cabelos masculinos.

– Meu avô foi cacheiro viajante, e fazia barbas e cortava cabelo nas casas das pessoas, meu pai é o filho mais velho e montou sua primeira barbearia em 1966, ensinou dois dos três irmãos que também são barbeiros, e assim ensinaram aos filhos. Tenho dois irmãos que também são barbeiros, hoje somos nove na família que seguimos a mesma profissão – conta.

O início da Tâniah foi na barbearia do irmão e, depois, ela recebeu uma grande proposta de São Paulo, mas optou por não sair da região. Este foi o empurrão que ela precisava para inovar e abrir o próprio salão, em outro formato, fugindo do convencional e trazendo a modernidade.

– Eu trabalhei no salão do meu irmão por quase dois anos, depois iniciei o curso de corte com o intuito de trabalhar com o feminino mas aí conheci meu então namorado e fui trabalhar em outro ramo… mas sempre gostei de cortar, fiz outros cursos ao longo dos anos, e então em 2015 comecei a trabalhar na barbearia do meu pai, fiz muitos cursos voltados a barbearia nesse meio tempo, foi quando comecei a postar fotos minhas fazendo barba e isso despertou o interesse de uma grande barbearia em São Paulo. O Bruno, dono da Barbearia Corleone, entrou em contato comigo, me fez uma ótima proposta para ir trabalhar lá… nesse meio tempo minha mãe ficou doente, pesei a distância e não fui, resolvi ficar, mas queria novos ares, foi então que montei a minha própria barbearia, graças a Deus está dando super certo – detalha.

 

 

Mulher no mundo masculino

Para ela, os clientes aderiram muito bem ao novo conceito oferecido.

– As pessoas aderiram bem o conceito novo da barbearia, e também aceitaram bem o fato de ser comandada por uma mulher, não sofro preconceito, muito pelo contrário, recebo muitos elogios, pelo cuidado e pela excelência no resultado dos serviços, eu acho que por ser mulher a gente sempre tenta fazer com que tudo saia perfeito, somos perfeccionistas. Hoje, conto com uma equipe de dois funcionários homens mas ainda penso em contratar uma outra mulher barbeira. Não é fácil, não somos muitas, mas na Europa já ocupados 50% das barbearias. Me sinto privilegiada por estar desvendando esse mundo mais masculino, acho importante que as mulheres ocupem todos espaços, esse mês me tornei educadora do curso de barbearia em uma escola de cursos profissionalizantes, agora vou formar profissionais da barbearia, tenho 15 alunos. A barbearia sempre esteve presente em minha vida, e hoje ela é minha vida – detalha.

O preconceito existe, mas não a impede de atuar e crescer a cada dia.

– Claro que já sofri alguns preconceitos, mas nada que mulher não tire de letra, afinal ao longo da história é o que a gente mais sofreu. Tenho jogo de cintura e consigo tirar de letra, e ainda conto a história da origem das mulheres Barbeiras que começou em 1918 – finaliza.


Por: Patricia Silva

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