Controle emocional e psicológico são necessários na vida de Bombeiro, conta profissional

13 de janeiro de 2019 10:56
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Controle emocional e psicológico são necessários na vida de Bombeiro, conta profissional Foto: Divulgação

A xanxerense que atua há 12 anos como Bombeira Civil, Silvia Regina Baraldi, de 35 anos, comenta que sua primeira experiência com a profissão foi como voluntária, e não imaginava que essa viria a ser sua profissão de vida.

– Eu acabei me destacando durante o estágio, por estar sempre à disposição do Batalhão para as atividades. Há oito anos eu realizei um concurso da Prefeitura para Bombeiro Comunitário, assim consegui ser efetiva pela corporação – pontua Silvia.

Hoje, com 12 anos de trabalho, Silvia atua na parte operacional como Bombeira Civil, e comenta que as atividades são de muita pressão, porém, não são fatores desestimulantes para se estar na profissão.

– Não me vejo trabalhando em outro local, eu amo muito o que faço, e tenho diversas experiências ao longo da minha jornada, que vão ficar pra sempre na memória – observa.

Ocorrências envolvendo crianças e incêndios de casas são as experiências que mais marcaram a jornada da Bombeira.

– Teve um caso que estávamos combatendo um incêndio a uma casa de família bem humilde, após finalizarmos o trabalho não sobrou nada da residência, ver o olhar desapontado da família, por ter perdido tudo e não ter onde morar foi muito marcante – frisa.

Mas, nem só de dias ruins se vive um Bombeiro, Silvia comenta que já auxiliou uma mãe a salvar seu filho, e recebeu a visita dos mesmos, dias depois.

– Uma mãe me ligou para informar que seu filho estava engasgado com leite, mas como eles moravam no interior a ambulância iria demorar muito até chegar no local, assim, por telefone, consegui acalmar a mãe e orientar sobre os procedimentos de primeiros socorros. Graças a Deus conseguimos um final feliz, e dias após, eu recebi a visita da mãe e do bebê, para me agradecer pela ajuda. Foi muito gratificante – ressalta.

Para Silvia, a profissão exige muito controle emocional e psicológico.

– Trabalhar diariamente com situações que envolvem acidentes com pessoas exige muito profissionalismo e um psicológico estável, pois não podemos errar, estamos trabalhando com vidas. Palestras e cursos são necessários para se manter firme na profissão – frisa.

Cinoterapia é a paixão nas horas de folga

Além da profissão de Bombeira, Silvia realiza o trabalho comunitário de cinoterapia, nos Hospitais e na Associação de Pais e Amigos (Apae), da região.

– É um trabalho que eu gosto muito, pois sou apaixonada pelos animais. Poder levar a alegria dos animais para pessoas que estão enfrentando dificuldades em função de alguma enfermidade é muito gratificante – ressalta.

Com os animais é notável algumas mudanças de humor e saúde, o que estimula cada vez mais a realização deste programa.

– Teve o caso de crianças da Apae em Faxinal dos Guedes que nem andavam, e com a ajuda de cachorros na fisioterapia elas acabaram recobrando aos poucos os movimentos. Às vezes, o profissional consegue resultados em 15 minutos com a presença do animal, resultados estes que sem o animal demorariam mais de uma hora. É um trabalho de muito prazer e consigo conciliar juntamente com minha profissão – finaliza.

 

 


Por: Alessandra Bagattini

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