Das cópias às codificações, morador de Xanxerê dedica quase 50 anos as chaves

5 de dezembro de 2017 15:15
Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Das cópias às codificações, morador de Xanxerê dedica quase 50 anos as chaves Ronaldo Klava, chaveiro de Xanxerê (Foto: Patrícia Silva/Lance Notícias)

 

O morador de Xanxerê Ronaldo Klava, é conhecido e conhece muitos dos que vivem que no município. Histórias não faltam para contar. São quase 50 anos dedicados às chaves. Natural de Urubici (SC), Klava vive em Xanxerê há mais de 35 anos.

“Eu morava em Francisco Beltrão, quando fiz uma pesquisa de mercado antes de vir para cá. Meu irmão mais velho começou a fazer chave, tudo de forma artesanal, então eu comecei a fazer também. Depois vim para Xanxerê e já são mais de 35 anos só aqui”, comenta Klava.

O chaveiro comenta que a maioria busca por cópias de chaves das portas de casa, já que muitos quebram ou perdem. Mas, a procura por chaves de carros tem crescido. Além de fazer a cópia, Ricardo também faz as chaves do zero, apenas com a análise do miolo.

Pai de quatro filhos, sendo que o primeiro seguiu os passos do pai e trabalha como chaveiro em Curitiba, Ronaldo diz que não indica a profissão.

“A última profissão que eu iria indicar seria chaveiro. Hoje é muito difícil, já foi bom, mas hoje não é. O maquinário e aparelhos necessários para trabalhar como chaveiro são caríssimos e outra, aonde que você se forma para ser chaveiro? Não existe uma escola, uma faculdade, um lugar que você aprenda a ser chaveiro. A cada semana tem uma novidade e a gente precisa se aperfeiçoar”, diz.

Na região, o único que faz chaves codificadas é Klava.

“Eu preciso pegar um aparelho, ligar no carro, entrar na memória do imobilizador eletrônico, fazer a leitura da senha, que são quatro números, com essa senha vou pegar um chip virgem, compatível com aquele carro, com o número da senha vou de novo na memória do imobilizador e vou codificar o chip. Se a chave não tiver o chip, a chave abre o carro, dá partida, mas o carro não liga. A chave é como a digital das pessoas, nenhuma é igual a outra”, finaliza.

Um dos modelos mais complexos e difíceis de ser produzido (Foto: Patrícia Silva)

Modelo considerado raridade (Foto: Patrícia Silva)

 

 

 


Por: Patricia Silva

Deixe seu comentário

Saiba Mais