Defesa Civil realiza mapeamento de risco nos municípios catarinenses

20 de fevereiro de 2018 14:39
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Defesa Civil realiza mapeamento de risco nos municípios catarinenses Mapeamento de risco na cidade de Abelardo Luz (Foto: Divulgação)

Ficou pronto ainda no fim do ano passado o Centro Regional da Defesa Civil, localizado no Parque da Femi. O local, que já está em pleno funcionamento busca concentrar em um único lugar diversas entidades do município buscando planejar ações para prevenir e também para respostas mais rápidas em casos de desastres naturais. Ali imagens e alertas de ocorrências serão transmitidos aos municípios com maior agilidade.

De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Luciano Peri, já foram realizadas diversas reuniões no local e que há uma previsão de inauguração do Centro Regional para o mês de março. Além disso, o Grupo Integrado de Ações Coordenadas (GRAC) também já realiza reuniões. O grupo visa dividir a tomada de decisões em situações de desastres.

“Temos uma previsão de inauguração para março, estamos aguardando a Secretaria fazer o agendamento disso, mas o Centro Regional já está funcionando, já estamos fazendo as reuniões com o pessoal para fazer o trabalho do Plano de Contingência, dando continuidade nessa parte do mapeamento de risco. Já tivemos reuniões com coordenadores municipais e com os colegiados da Agência de Desenvolvimento Regional de Xanxerê e também da Defesa Civil”, destaca o coordenador.

Mapeamento de risco
Iniciou em janeiro e segue durante o mês de fevereiro o mapeamento de risco de 18 cidades pertencentes a Associação de Municípios de Alto Irani (Amai) e também pertencentes a Associação dos Municípios do Noroeste Catarinense (Amnoroeste). O mapeamento foi dividido em duas etapas para facilitar o trabalho das equipes que trabalham na elaboração dos mapas.

“Todos os municípios tiveram áreas de risco que foram identificadas pelas equipes e agora os municípios tem um prazo até o dia 20 de abril para entrega da primeira etapa dos mapeamentos e até dia 15 de maio para a entrega da segunda etapa do mapeamento”, comenta Peri.

Em Xanxerê esse mapeamento foi feito ainda no ano de 2014, por isso o município está na terceira etapa do processo chamada de revisão do mapeamento de suscetibilidade de risco. Nessa etapa as equipes analisam novamente os pontos de risco para constatar se teve a ampliação ou diminuição da área de risco.

Utilidade na prevenção
Os produtos servem para como base para o município planejar o crescimento de forma preventiva e diminuir os riscos de desastres naturais. Pode ser usado para realizar um plano de redução de risco; área prioritária do município; local recomendado para investir numa obra de infraestrutura de redução de risco; fundamental para os planos diretores municipais.

Serviços realizados durante o mapeamento
– Setorização de risco geológico alto e muito alto frente a movimentos de massa e eventos destrutivos da natureza geológica, em nível muito alto e alto, para 185 municípios;
– Elaboração de pré-cartas de suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e eventos de natureza hidrológica (enchentes, inundação e enxurrada, em 238 municípios;
– Mapeamento de perigo de acordo com os aspectos metodológicos preconizados no manual de mapeamento do *Projeto Gides para 5 municípios pilotos (Braço de Norte, Santo Amaro da Imperatriz, Guaramirim, Rio do Sul e Herval do Oeste);
– Elaboração de cartas finais de suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa e eventos de natureza hidrológica (enchente, inundação e enxurrada) para 40 municípios.

Com informações da Defesa Civil de Santa Catarina


Por: Alessandra Oliveira

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