Depois de meses Xanxerê registra queda nas contratações

19 de maio de 2017 09:16
Comunidade , Economia , Empregos , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Depois de meses Xanxerê registra queda nas contratações (Foto: Divulgação G1)

Depois de meses, registrando mais contratações que demissões, Xanxerê registra uma inversão nesse mês de abril. O número de desligamento subiu para 50,44%, enquanto o de contratações está em 49,56%. Somente nesse mês foram contratadas 1.366 e demitidas 1.399 pessoas, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados- Caged.

O economista Celito Pandolfi, explica quais são as causas do desemprego em Xanxerê, já que a cidade é uma das que mais tem vagas disponível no momento.

“O Brasil está vivendo uma crise generalizada na economia, a empresa quando não vende ela tem dois caminhos, fecha ou reduz o quadro de funcionário. Para os próximos dez anos quem vai gerar emprego são as micro, pequenas e médias empresas prestadoras de serviços e produtos, ou empresas que tem embasamento família”, explica.

O economista relata que para se encaixar em uma vaga de emprego é necessário estudar, buscar qualificação, aperfeiçoando-se sempre mais. “Não adianta você levar um currículo para empresa se não souber dar lucro para quem está te contratando. Antes de pedir um emprego se pergunte, eu me contrataria? Se a resposta for sim obviamente você deve estar se preparando e sabe dar lucro”, diz Celito.

Celito comenta ainda que Xanxerê mesmo sendo uma cidade pequena gera várias vagas de emprego, mas o que está causando essas demissões é a falta de qualificação, de interesse com o desenvolvimento profissional. “Os seres humanos pararam no tempo e no espaço, não dá mais para ficar achando que as pessoas devem dar empregos para nós sem terem o retorno de seus lucros. Quem vai ocupar os melhores cargos são os que derem lucro e forem produtivos. As pessoas são habilitadas e preparadas para exercer diversas atividades, porém o que está acontecendo no Brasil é que quem está disposto a trabalhar parou em algo chamado treinamento, cursos, aperfeiçoamento. Trocamos a sala de aula que ensina, por cursos que não capacitam”, relata Celito.

O economista salienta que a empresa vive em um momento de meritocracia, um recurso humano preparado para suprir uma necessidade produtiva.

“A maioria das pessoas está contra a terceirização, mas não existe país no mundo que evolui sem a terceirização. A terceirização hoje é para valorizar o profissional que investe em conhecimento, em uma relação de emprego você deve ter direitos e deveres. O problema é que a cultura do nosso pais não está preocupada com a evolução do ser humano”, comenta Celito.

Celito é a favor de uma reforma trabalhista, desde que as pessoas não percam seus direitos. “Se não existir uma reforma trabalhista não vai existir geração de emprego, aonde os direitos são proporcionais aos deveres”, finaliza Celito.


Por: Direto da Redação

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