Deputado reivindica aumento da cota de milho da Conab

6 de abril de 2016 09:37
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Deputado reivindica aumento da cota de milho da Conab (Foto: Divulgação)

O deputado estadual Dirceu Dresch (PT) entrou em contato com a ministra substitutiva da Casa Civil,  Eva Chiavon, na manha desta quarta-feira, 6, para discutir a oferta de milho subsidiado dos estoques públicos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aos produtores independentes de suínos. Dresch defendeu o aumento da cota do produto nas operações de venda em balcão, que hoje é de 6 mil toneladas/mês, pois os produtores  reivindicam que sejam pelo menos 15 mil toneladas.

Eva Chiavon integra o Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (CIEP), que vai analisar o pedido de aumento da cota de milho, que já foi feito por entidades do setor. A Conab está disponibilizando 42 mil toneladas de milho  disponíveis em armazéns em Campos Novos (Meio Oeste) e em Braço do Norte (Sul), ao custo de R$ 33,54 a saca de 60 kg. No mercado, o preço médio é de R$ 48 reais.

O milho, principal  componente  da ração animal, teve forte valorização no mercado, comprometendo os  custos  de produção.  Enquanto o  agricultor recebe R$ 3 pelo quilo do suíno, o custo de produção chega a R$ 4.

Em Santa Catarina existem 8 mil produtores de suínos, sendo mil independentes, não integrados às grandes agroindústrias, os quais sentem mais o impacto do aumento do preço, já que assumem todo o custo de produção, diferentemente do integrado, que recebe os insumos da agroindústria.

 

Especulação faz preço aumentar: 

Das 500 mil toneladas que a Conab já disponibilizou, por meio de leilões realizados em fevereiro e abril e que estavam em armazéns do governo em Mato Grosso, apenas 0,5% foram adquiridas por cooperativas ou produtores de Santa Catarina, ou seja, somente 2,5 mil toneladas. O preço do leilão ficou em R$33,9 a saca.  “Há uma escassez de milho em Santa Catarina, pelo fato de o produtor ter migrado para o plantio da soja, que se mostrou mais rentável nos últimos anos. Mas não há falta de milho no mercado brasileiro, as exportações estão um só  pouco acima da média e os estoques das cooperativas catarinenses estão regulares. Isso demonstra que há muita especulação. Estão segurando o produto para manter o preço alto até a chegada da safrinha e a colheita do milho nos Estados Unidos”, analisa Dresch.

 

Política de estímulo ao plantio

Para o deputado Dirceu Dresch, a  crise na oferta de milho revela uma grande falta de planejamento por parte do governo de Santa Catarina, que viu a área plantada com milho cair de 800 mil hectares para 360 mil. “Sem uma  política, programa ou ação do governo, o produtor de milho catarinense migrou para outras culturas. O estado que é um dos maiores produtores de proteína animal no Brasil, hoje produz metade do milho de que necessita. É um enorme desequilíbrio que custa muito caro para todos, para o produtor, para a indústria e para o consumidor.”

O baixo preço pago ao produtor é apontado por Dresch como outro problema na suinocultura. “Há uma crise no modelo.  Santa Catarina já teve mais de 80 mil produtores de suínos, hoje são 8 mil. É um modelo que exclui para concentrar a produção. O agricultor familiar independente, ou mesmo o integrado, acaba sendo excluído da cadeia produtiva em qualquer crise, devido ao custo do insumo ou pela falta de mercado para a carne”, explica. (Assessoria de imprensa)

 


Por: Patricia Silva

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