Deputado Valdir Colatto comenta a invasão do MST em Xanxerê

30 de agosto de 2016 15:20
Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp

Cerca de 700 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram por volta das 5h da última segunda-feira (22) uma fazenda na linha Vargem Bonita, em Xanxerê, propriedade da família Prezzotto. Informações afirmando que as terras eram do Incra, fizeram com que o grupo de toda a região Oeste de Santa Catarina se deslocasse até a invasão.

Nesta terça-feira (30) o deputado Valdir Colatto esteve em Xanxerê e em entrevista à rádio Super Difusora comentou a situação: “Em 85 fui superintendente do incra de SC. Na época o Governo do Estado titulou as terras da faixa de fronteira, e o governo federal disse que as escrituras não valiam, então anulou a escritura do estado e fez a medição novamente das terras e sobraram algumas terras que foram devolvidas para os seus proprietários, como aconteceu com os Prezzottos. E, o que acontece é que pessoas do incra passaram a informação errada para o movimento sem terra, que é um movimento ilegal, um movimento que não existe, que fez uma reforma agraria sem respeitar as leis achando que podem invadir as terras e montar seus acampamentos”, comenta.

Colatto destaca ainda que a informação foi manipulada, pois o que falta por parte da família Prezzotto é pagar a medição das terras, um valor que gira em torno de R$15mil.

“Estas terras invadidas são de propriedade legítima e com isso podemos trabalhar para reconhecer a área como legítima. O que ficou para trás foi um descuido da contabilidade que não pagou a medição de uma área, mas muito pequena, que hoje fica em torno de R$15 mil por uma área de terra que vale milhões. Nós já estivemos com o presidente do Incra, as pessoas estão sendo enganadas, tem profissionais neste trabalho, que enganam os trabalhadores afirmando que eles ganharão terras sem pagar. O Incra tem que resolver isso, fazer uma negociação com a família Prezzotto e devolver as terras à família que é proprietária por mais de 40 anos”, finaliza.

 


Por: Patricia Silva

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