Detentos do presídio de Xanxerê diminuem suas penas lendo livros

20 de outubro de 2016 16:26
Comunidade , Educação , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Detentos do presídio de Xanxerê diminuem suas penas lendo livros (Foto:Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

O Presídio Regional de Xanxerê em parceria com a Unoesc de Xanxerê e o Ceja, desenvolvem o projeto de remissão de pena por leitura, onde oportuniza aos detentos ler um livro por mês, diminuindo assim quatro dias de pena. O projeto visa incentivar a educação dos mesmos. Hoje 70% dos detentos participam do projeto que foi implantado em 2012.

Marionice Soares Fávero diretora do Presídio Regional de Xanxerê, comenta sobre o trabalho que é desenvolvido, “a lei de execução penal, é que prevê a remissão. Uma vez a remissão era só pelo trabalho, em 2011, ocorreu essa mudança na lei que criou a remissão por estudo e por leitura. A cada 12 horas de estudo o detento consegue remir um dia de pena”.

Início do projeto

Marionice destaca que o projeto teve início em 2012 e que não é aplicado em todas as unidades penitenciárias do estado, “aqui em Xanxerê foi criado o projeto através de uma portaria da Dra. Paula Berti, que era juíza de execução penal na época. Ela criou e instituiu a remissão por leitura no Presídio Regional de Xanxerê. Vale destacar que não é em todas as unidades prisionais que se tem, isso ocorre apenas através da instituição por portaria. Se não houver concordância judicial ela não existe, pois, o juiz precisa estar disposto a recepcionar essa leitura”.

A diretora ainda comenta que no início a avalição de leitura era realizada através de uma resenha, “desde de 2012 os detentos começaram a ler alguns livros que a Dra. Paula doou, juntamente com a Dra. Ana que é promotora de justiça. Eles começaram a ler e fazer as resenhas. Essas resenhas eram encaminhadas para elas e elas analisavam a faziam a remissão. Como havia muito plagio, tanto o preso condenado quanto o provisório, eles acabam fazendo a leitura, porque querem remir a pena, com isso entramos em parceria com a Unoesc”.

Parceria com a Unoesc e com o Ceja

“No ano passado a Unoesc entrou com uma parceria, então eles adaptaram o projeto deles com o do presidio e hoje a Unoesc disponibiliza os alunos bolsistas para vir aqui tomar leitura dos presos”.

Hoje a lei prevê que a cada livro lido, sendo que eles podem ler um livro por mês, diminui quatro dias de pena.

“Agora em agosto, o Ceja que já um parceiro nosso há anos, contratou um professor de literatura, que fica no presídio 18h, que também toma leitura dos detentos. Então tanto os alunos bolsistas da Unoesc quanto o professor de literatura, precisam ler os mesmos livros que os detentos vão ler”.

Resultado

“Hoje cerca de 70% dos detentos leem, posso te dizer, que os que não leem, não são alfabetizados”.

(Foto:Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

(Foto:Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

 


Por: Alessandra Bagattini

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