Dia do Treinador: união e respeito são necessários nesta profissão, diz profissional

14 de janeiro de 2019 10:00
Esporte em destaque , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Dia do Treinador: união e respeito são necessários nesta profissão, diz profissional Foto: transmissão de Chapecoense 3x2 Joinville. Na foto, por ordem: Aroldo Felisbino, Alex Medeiros, Lori Michels e Sérgio Gasparini.

Neste dia 14 de janeiro é comemorado o Dia do Treinador, este profissional que está acostumado a trabalhar sob pressão da torcida, e a assumir os erros pelo time.

Sérgio Gasparini, mais conhecido como Lau, de 61 anos, é um dos fundadores e técnico do clube Olaria, de Xanxerê. Com 35 anos de profissão, o treinador iniciou em 1984, conquistando o primeiro título municipal para a equipe. Sérgio continua no Olaria até hoje.

– A paixão por futebol veio desde criança, eu morava no interior e como não tínhamos bola, eu e meus amigos pegávamos limas, deixávamos murchar no Sol e depois embolávamos para jogar no domingo, nos potreiros – explica Sérgio.

Mudando-se para a cidade, Sérgio passou a trabalhar em uma fábrica de cerâmica, neste ambiente de trabalho acabou sendo formado uma equipe de futebol.

– Iniciamos participando de partidas no municipal, em um dos jogos acabei machucando o meu joelho, ao mesmo tempo o atual treinador teve que sair e eu acabei assumindo. No primeiro campeonato sob minha direção a equipe levou a vitória e depois não sai mais do Olaria – observa.

Neste meio tempo a equipe recebeu outros treinadores, como Péricles e Panelão. Porém, Sérgio sempre esteve presente.

– Ao longo dos 35 anos como treinador, vejo que minha profissão é muito delicada, se ganhamos está tudo bem, porém se a equipe perde a culpa é do treinador. Para que o time obtenha os melhores resultados é necessária união, assim, quando os jogadores entram no campo eles fazem o máximo pela equipe – frisa.

 

Decisões difíceis fazem parte da profissão 

Além de pregar pela união, Sérgio conta que a profissão não permite erros, e qualquer obstáculo deve ser superado pelo bem do time.

– Se tem algum jogador que pode acabar interferindo no rendimento dos outros, é necessário que ele saia da equipe, pelo bem do time. Pois o técnico é julgado pelo resultado da equipe – pontua.

As dificuldades foram marcantes durante a profissão, mas não abalaram a motivação do profissional.

– Já tive jogadores que estiveram ao meu lado por 17 anos e quando foi o momento de falar que ele tinha que parar foi muito difícil. Quando a idade chega vem com ela as dificuldades e para o bem do time ele deve ser substituído, mas, muitas vezes, eles não aceitavam. Outro momento difícil é a pressão dos empresários e dos pais, querendo que seus filhos joguem, porém, o técnico sempre visa o melhor para a equipe, mas o torcedor não vê isso – lamenta.

Nem só de maus dias se vive um técnico. Ao longo destes anos, Sérgio coleciona oito títulos como campeão municipal, sete títulos da copa Amai, duas vezes campeão da copa RBS, cinco vezes campeão estadual da região Oeste, duas vezes campeão estadual amador e campeão Sul Brasileiro.

– No futebol temos que agir como se fossemos uma família, já acolhi diversos profissionais na minha casa e eram tratados como meus filhos. Hoje, eu só tenho amigos no futebol, sou reconhecido pelo meu trabalho e não me arrependo das decisões que tomei – frisa.

 

Olaria pretende retomar atividades em 2019

Hoje, a equipe da Olaria está com as atividades interrompidas, mas pretendem retornar aos jogos.

– O futebol amador é complicado, necessitamos de bons jogadores para disputar um jogo estadual, além da falta de recursos. Neste ano, com a troca de presidente esperamos que a economia cresça, assim as empresas conseguem se reerguer e fazem questão de investir no esporte – finaliza.

 


Por: Direto da Redação

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