Dia Internacional da Pessoa Idosa: para eles, a vida começa depois dos 60 anos

1 de outubro de 2018 19:49 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Dia Internacional da Pessoa Idosa: para eles, a vida começa depois dos 60 anos (Foto: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

O 1º de outubro é lembrado como o Dia Internacional da Pessoa Idosa. Também conhecido como Dia Internacional do Idoso, o principal objetivo desta data, além de homenagear as pessoas de mais idade, é incentivar a conscientização da sociedade sobre as necessidades das pessoas idosas.

Esta data foi criada por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1991, durante a aprovação da Resolução 46/91, visando tratar dos direitos dos idosos e criando espaços de debate sobre a importância de preservar o respeito e a dignidade dessas pessoas.

Em Xanxerê, o Centro de Convivência Conviver oferece diversas atividades aos idosos, bastando apenas realizar um cadastro prévio para participar de tudo o que é oferecido. As atividades acontecem de segunda a quinta-feira, sendo que este dia é um dos preferidos dos idoso, pois é quando acontece o tradicional ‘bailinho’.

São dezenas de idosos que se encontram todas as semanas para realizar as atividades, conversar e cultivar as amizades. E, o Lance Notícias visitou o Centro de Convivência neste Dia do Idoso para saber: ‘o que é ser idoso?’.

Dentre os entrevistados, a resposta foi unânime: começamos a viver depois dos 60 anos! Isso porque, segundo Ivo Berticeli, de 79 anos, Vilma Ribeiro Ruas, de 72 anos e Cecília Conte, 75 anos, antes dessa idade, há muitas preocupações.

“Eu comecei a viver depois dos 60 anos, depois de aposentado. Antes, só tinha que preocupar. Agora, com os filhos criados e eu aposentado, saio passear, volto quando quero. Quando eu era mais novo e via alguém de uns 60 anos morrer, dizia que já estava velho. Agora, eu tenho quase 80 e tenho medo de morrer (risos)”, conta Ilvo.

Ilvo Berticeli (Foto: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

Vilma concorda com o fato de que se começa a viver depois dos 60, mas destaca que a preocupação não acaba, pois agora há os netos para ajudar a cuidar.

“É verdade que a gente começa a viver depois dos 60 anos, porque até lá temos muita coisa para fazer, tem os filhos para cuidar, tem trabalho. Depois dos 60 fica mais tranquilo, mas não muito, porque tem os netos”, conta.

Cecília diz gostar do Centro de Convivência, das atividades e, principalmente, das amizades que ali construiu e cultiva.

“Gosto de vir aqui, é muito bom. Tem várias atividades aqui para a gente e tem os amigos que sempre encontramos aqui. Aqui é tudo de bom, espairece a mente, ocupa a cabeça, é muito bom”.

Cecília Conte e Vilma Ribeiro Ruas (Foto: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

E, segundo Ilvo, as amizades são o maior patrimônio de sua vida. “Meu maior patrimônio são os amigos e aqui no Centro de Convivência eu tenho vários amigos. De que adiante ter dinheiro no bolso se eu não tenho amigos?”, conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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