Dia Nacional da Vacinação: médicos mostram a importância da imunização  em dia

18 de outubro de 2016 07:54 | Comunidade , Saúde Compartilhar no Whatsapp
Dia Nacional da Vacinação: médicos mostram a importância da imunização  em dia (Foto: Divulgação)

 

Atualmente, a saúde das pessoas está sujeita a várias doenças e infecções por diversas maneiras de transmissão. Vista como a principal forma de controlar e/ou erradicar uma doença infecciosa, a vacinação deve ser considerada item importante para manter o bem-estar e qualidade de vida. Para marcar o Dia Nacional da Vacinação, comemorado nesta segunda-feira (17), a Unimed Chapecó conversou com os médicos cooperados Dra. Carolina Cipriani Ponzi (Infectologia), Dr. Carlos Roberto Siqueira Reis (Alergia e Imunologia) e Dra. Marta Formoso Goldschimidt (Pediatria). Ambos gerenciam clínicas de vacinas e explicam a relação entre a vacinação e as doenças infecciosas. Entenda a seguir:

1 – A partir de qual idade uma pessoa deve começar a receber as vacinas? (Dra. Marta)

Poucas ações e investimentos em saúde trouxeram tanto retorno nas sociedades quanto a vacinação. A prevenção de doenças através de vacinas pode garantir a vida de crianças e adultos.  Desde o momento do nascimento, ainda na maternidade, os recém-nascidos já recebem as vacinas BCG (anti tuberculose) e anti Hepatite B.

2 – Quais infecções podem ser evitadas com vacinação? (Dr. Siqueira)

A imunização por meio das vacinas é uma das medidas mais eficazes para prevenção de doenças infecciosas, como Influenza (Gripe), Poliomielite, Sarampo, Caxumba, Rubéola, Varicela, Tuberculose, Rotavirose, Coqueluche, Difteria, Tétano, Hepatites A e B, Febre Amarela, alguns tipos de Doença Meningocócica e Pneumocócica, Papiloma Vírus Humano(HPV), Infecção Invasiva por Haemophilus Influenzae B, Raiva, entre outras. São muitas as doenças que podem ser evitadas com uso das vacinas.

3 – O que caracteriza uma infecção? (Dra. Carolina)

O termo “infecção” significa doença causada por algum microorganismo, seja ele bactéria, vírus, fungo, protozoário, helminto, ectoparasita ou mesmo príons.

4 – Como as vacinas atuam no organismo? (Dra. Marta)

As vacinas são produtos biológicos produzidos a partir de microorganismos (vírus ou bactérias) inativados, microorganismos vivos e atenuados ou fragmentos de microorganismos. Após serem processados, esses elementos, ao serem introduzidos no corpo sob forma de vacinas, estimulam a produção de anticorpos específicos, impedindo a ocorrência de doenças.

5 – Todas as pessoas podem se vacinar? (Dr. Siqueira)

As vacinas atuais são eficazes e seguras. No entanto, se uma pessoa, criança ou adulto, apresenta alguma condição que aumente o risco de um evento adverso grave ou que faz com que o risco de complicações de determinada vacina seja maior que o de contrair a doença a qual se deseja proteger, isto é uma contraindicação para se administrar a vacina. Assim, indivíduos que já apresentaram alergia grave, de natureza anafilática, a algum componente de alguma vacina ou após uma dose desta, não devem receber a mesma vacina novamente. Importante sempre consultar seu médico assistente.

6 – Quais reações podem ocorrer com a vacinação? (Dra. Carolina)

A maioria dos eventos adversos relacionados às vacinas são leves e autolimitados, ou seja, não necessitam de tratamento específico. Os eventos mais comuns são dor, calor e vermelhidão no local da aplicação. Bebes pequenos podem ficar mais irritados e chorosos no dia que recebem a vacina, e podem ter febre baixa. Estes eventos adversos tendem a melhorar completamente em 24-48 horas. Eventos adversos graves existem, mas são cada vez mais raros com as vacinas disponíveis atualmente.

7 – Quais as infecções mais comuns que podem ser imunizadas? (Dra. Marta)

A Pediatria atua no cuidado global das crianças, mas com o foco principal na prevenção de doenças. Quanto maior o contingente de vacinados, menor a circulação dos agentes causadores de doenças. Até os dias atuais a vacinação global colocou sob controle 12 principais doenças de alta transmissibilidade: varíola, difteria, tétano, febre amarela, coqueluche, Haemophilus influenza e tipo B, poliomielite, caxumba, rubéola, febre tifoide e raiva. Ainda podemos tentar evitar doenças meningocócicas, hepatites A e B, doenças pneumocócicas, influenza, rotavírus, tuberculose e varicela, pelo fato de serem vacinas mais recentes, que ainda não atingiram o impacto mundial esperado.

8 – As vacinas curam doenças? Porquê? (Dr. Siqueira)

As vacinas não curam e sim previnem doenças. Elas são produtos farmacológicos que contem agentes imunizantes capazes de induzir imunização ativa, ou seja, o indivíduo é estimulado a desenvolver defesa imunológica contra futuras exposições às doenças que a vacina aplicada se propõe a proteger.

9 – Vacinas podem causar autismo? (Dra. Carolina)

Definitivamente, não. O relato de vacinas como causa de autismo surgiu na década de 90, quando um médico inglês chamado Andrew Wakefield publicou um artigo na revista Lancet relacionando casos de autismo em doze crianças à vacina tríplice viral. Não houve nenhum outro estudo que comprovasse esta relação e, em 2003, um jornalista britânico conseguiu comprovar que o estudo do senhor Andrew Wakefiled era fraudulento, com manipulação de dados, e que este senhor havia sido contratado por um advogado chamado Richard Barr para manipular estes dados e atacar a indústria farmacêutica. Em 2011, o jornal medico, British Medical Journal, publicou artigo desmascarando a fraude no artigo de Wakefield: as doze crianças descritas no estudo de Wakefield já tinham sintomas neurológicos antes de receber a vacina tríplice viral. Houve retratação da Revista Lancet em relação à publicação do artigo de Wakefield, que, junto com mais três dos treze autores do artigo, teve sua licença médica cassada, não podendo mais exercer a medicina. (Fonte: MB Comunicação)

 

 

 


Por: Patricia Silva

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