Dia Nacional do Imigrante Italiano: Associação Vêneta mantém tradição viva há mais de 20 anos

21 de fevereiro de 2019 16:05
Cultura , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Dia Nacional do Imigrante Italiano: Associação Vêneta mantém tradição viva há mais de 20 anos (Fotos: Divulgação)

No Brasil, desde dois de junho de 2008 no dia 21 de fevereiro se comemora o Dia Nacional do Imigrante Italiano. A data foi instituída através da Lei nº 11.687 e o dia foi escolhido em homenagem à expedição de Pietro Tabacchi ao Espírito Santo, em 1874. Este evento ficou marcado como o início do processo de migração em massa dos italianos para o Brasil.

A data visa homenagear todos os descendentes de imigrantes italianos de todo o país que vieram para o Brasil após uma grande crise que se instalou na Itália durante meados do século XIX e XX.

– A vinda dos italianos para cá foi um marco muito grande, tanto para a colonização brasileira quanto para a nossa região. Aqui, os italianos vieram, a maioria, da parte do Norte da Itália, uma vez que eles também estavam sofrendo na Itália e viram no Brasil uma possibilidade de sustento para sua família, uma forma de seguir sua vida – comenta Vilson Piccoli, membro da Associação Vêneta, de Xanxerê.

A Associação foi fundada há mais de 24 anos e busca manter viva a tradição de todos os imigrantes que colonizaram a região.

– O italiano chegou e fazia o seu trabalho sozinho nas colônias. Foi toda essa parte da colonização que a Associação Vêneta resolveu resgatar e manter viva. Mantemos a cultura viva. Por exemplo, como eles moravam em locais com poucas famílias, eles trabalhavam durante o dia e, a noite, faziam o Filó, para que eles conseguissem uma integração, falar a língua italiana e contar o que estava acontecendo, para sentir uma segurança através do Filó. Diante disso, fizemos todos os anos o Filó, que representa muito a cultura – explica.

Além disso, os imigrantes faziam a troca de alimentos. Por exemplo, quando um abatia um animal para se alimentar, repartia com seus vizinhos. Essa tradição também foi mantida, pois quando o Filó é realizado, cada participante leva um prato de comida para partilhar. E, outra tradição que nasceu com os imigrantes e é mantida viva pela Associação é o consumo e também a comercialização da polenta, um prato típico dos colonizadores.

– Eles trouxeram também sua música. O acordeon é muito difundido na Itália e eles trouxeram essa tradição para cá, cantavam e tocavam e nós mantemos essa tradição também, temos parceria com o coral Raízes Catarina e promovemos um curso de acordeon para os associados. O coral nasceu quando os imigrantes vieram para cá. Eles cantavam para esquecer um pouco dos problemas e lembrar da tradição e manter viva a cultura. Além disso, apoiamos também o estudo da língua italiana, por meio da escola Io Parlo – destaca.

De acordo com o presidente da Associação, Gustavo Fiorentin, são mantidos sempre três eventos anuais, além dos encontros e cursos promovidos pela Associação. Agora, a expectativa é pela finalização da sede.

– Nós mantemos nossos eventos tradicionais de todos os anos, nosso Filó, temos o encontro de corais, em parceria com o coral e nossa festa italiana. A obra da sede está em fase de finalização, mas a obra está parada nessa última etapa, por conta do processo licitatório. Pretendemos finalizá-la ao longo deste ano. Nossa parte fizemos, agora dependemos da Prefeitura finalizar – comenta.

Além disso, Gustavo ressalta que, assim que a sede estiver pronta, todos os eventos serão realizados no local.

– Nossa ideia, com a sede pronta, é que, além de ser nosso ponto de encontro, consigamos fazer todos os eventos da Associação na sede, os encontros, cursos, ensaio do coral, eventos que nós promovemos – conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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