Doação de Órgãos: “em uma situação difícil, você percebe a importância”, diz doadora

Daniela vai doar um rim para seu esposo, Elemar

27 de setembro de 2018 13:59 | Saúde , Xanxerê , Xaxim Compartilhar no Whatsapp
Doação de Órgãos: “em uma situação difícil, você percebe a importância”, diz doadora Foto: Alessandra Bagattini

Nesta quinta-feira, 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. E em alusão a esta data, o Lance Notícias conversou com o Elemar Mallmamm. Morador de Xaxim, ele receberá no dia 23 de outubro, a doação de um rim. A doadora será sua esposa, Daniela Varnire.

Elemar realiza tratamento há dez anos e há oito descobriu que tem Lúpus, doença que lesionou o seu rim e impediu que o mesmo trabalhasse. “Eu vivia inchado e os médicos me falavam que era uma infecção, até que fui encaminhado para fazer tratamento em Xanxerê, e descobri que tenho essa doença. Ela atacou o canal do rim, lesionando e posteriormente parando com o seu funcionamento”.

Durante o tratamento, Elemar pensou que não conseguiria se curar e sem conseguir um doador. “Eu sempre mantive a fé. A expectativa era grande. Na verdade uma angustia grande, mas eu sempre estava esperando o melhor”, diz.

Daniela, esposa de Elemar, conta que no dia que ambos foram ao hospital e descobriram que Elemar precisaria realizar um transplante, ela se prontificou em fazer a doação. “Na hora eu falei: “Se for compatível eu vou doar meu rim para o meu marido, assim teremos uma vida mais longa e juntos’. Sempre tive esse pensamento e depois da coleta veio a notícia que eu poderia ser doadora. Aí a angustia virou felicidade, e já marcamos a cirurgia para o dia 23 de outubro deste ano”.

A doadora destaca que são em momentos difíceis que as pessoas percebem a importância de uma doação. “Eu nunca pensei em doar um órgão meu para outra pessoa, mas, quando você está em uma situação como esta, você percebe a importância. Mesmo eu ficando com apenas um rim, terei uma vida normal”.

Elemar diz que doar é oportunizar outras pessoas a viver. “A vida continua, o órgão vai estar em outra pessoa, que vai continuar vivendo. A carne física vai se acabar um dia, voltar ao pó, mas o órgão da pessoa vai continuar vivo para quem é doador”, conclui.


Por: Karina Ogliari

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