Doação de órgãos: informe seus familiares sobre sua decisão

24 de maio de 2017 10:03
Comunidade , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Doação de órgãos: informe seus familiares sobre sua decisão Foto: Divulgação

A doação de órgãos ou tecido, no Brasil, só acontece com a autorização familiar, por isso deve haver um diálogo entre o doador e sua família para que eles saibam de seu desejo. Segundo o ministério da saúde, em 2016, o Brasil registrou o maior número de doadores efetivos da história: foram 2.983 doadores. O número representa uma taxa de 14,6 PMP (por milhão da população), 5% maior em comparação a 2015.

Em relação à fila de espera, em dezembro do ano passado, havia 41.042 pessoas aguardando por um transplante, sendo a maior parte delas (24.914) para rim. Já a taxa de aceitação familiar chegou, em 2016, a 57%. Ainda é pouco perto da necessidade existente para zerar a fila de espera e representa uma taxa menor do que a registrada, inclusive, em 2014, quando a aceitação familiar à doação de órgãos chegou a 58%.

Dúvidas frequentes sobre doação de órgãos

Conforme informa o Hospital Regional São Paulo e Comissão Intra Hospitalar de Doação de órgãos e tecidos para transplante (CIHDOTT), existe duas formas para realizar a doação, sendo doadores vivos que podem fornecer um dos rins, parte do pulmão, parte do fígado e medula óssea. A doação pode ser feita para parentes até quarto grau e cônjuges, para não parentes só com ordem judicial.

Os doadores diagnosticados com morte encefálico, que ainda estão com seus órgãos funcionando com o auxílio de medicamentos e equipamentos, podem doar coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas, intestino, tecido ocular, pele e ossos.

Doador Falecido por parada cardiorrespiratória, pacientes que o óbito já foi constatado, e não tem mais nenhum órgão vital funcionando, pode ser doado somente de tecidos córneas, esclera, pele e ossos. Após a retirada dos órgãos e tecidos o corpo e reconstruído para não ficar nenhum sinal aparente.

Para confirmar a morte dos pacientes são realizados vários exames, aonde participam dois médicos efetuando a avaliação clínica, composta de sete testes do paciente, em momentos diferentes, com intervalo de tempo mínimo de seis horas, entre uma avaliação e outra. Para que não ocorra nenhum equivoco um terceiro médico realiza o último exame.

Os receptores são selecionados em uma lista única, mas nem sempre o primeiro da lista será o receptor, tudo depende da compatibilidade do doador e receptor.

Sistema

O Brasil possui o maior sistema público de transplantes no mundo. Em 2016, mais de 90% dos transplantes realizados no Brasil foram financiados pelo SUS. Os pacientes possuem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

O Ministério da Saúde mais que dobrou o orçamento na área de transplantes desde 2008, passando de R$ 453,3 milhões para R$ 942,2 milhões. Com os investimentos em imunossupressores (medicamentos usados para evitar a rejeição do órgão transplantado), o orçamento foi de R$ 2,2 bilhões em 2016.

O SUS também possui acordo de cooperação voluntária e solidária com todas as companhias de aviação brasileiras e a Força Aérea Brasileira (FAB) para transporte de órgãos, tecidos e/ou equipes de retirada ou de transplante. Em caso de necessidade, o Ministério da Saúde ainda pode requisitar aviões adicionais à Força Aérea.

 


Por: Direto da Redação

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