Doação de sangue: xanxerense conta como começou e incentiva outras pessoas a fazer o mesmo

7 de janeiro de 2019 18:36
Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Doação de sangue: xanxerense conta como começou e incentiva outras pessoas a fazer o mesmo

A época de início de ano, marcada pelas férias, geralmente é de baixa nos registros de doação de sangue, situação que acontece em todo o país. E, é neste mesmo momento que a necessidade aumenta. Geralmente isso acontece no período de férias por conta dos acidentes automobilísticos, uma vez que muitas pessoas aproveitam a folga para pegar a estrada.

Diante disso, os Centros de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) buscam reforçar as campanhas para doação nesta época. A intenção é realizar um chamamento tanto para doadores já cadastrados, como também para que novos doadores realizem o cadastro.

A xanxerense Chayenne Woiciechoski, de 20 anos, não via a hora de alcançar a maioridade para poder se tornar doadora de sangue. Segundo ela, a influência veio de casa.

– A minha mãe sempre doou sangue e ela me levava junto quando ia doar e eu sempre fui apaixonada por esse gesto dela e sempre comentei que eu também queria ser doadora quando tivesse idade. Até que há um tempo minha mãe precisou parar de doar, por problemas de saúde. Ela ficou muito triste, mas falei para ela que a sementinha que ela tinha plantado em mim eu ia regar e ia virar doadora – conta.

Após acompanhar sua mãe por diversas vezes, um dia ela foi convidada por sua tia para acompanhá-la em uma doação e foi quando, mesmo jovem, tomou a decisão de se tornar doadora.

– Ano passado, já maior de idade, minha tia me convidou para ir junto com ela até o Hemosc porque ela também ia fazer a doação. Nisso, comentei com ela, se eu também poderia doar. A partir disso, fiz os procedimentos, os exames e fui aceita como doadora e, a partir daí, sempre doei – comenta.

Hoje, ela conta que, respeitando as regras que devem ser seguidas, ela realiza a doação sempre que pode. Além disso, busca sempre, por meio do seu exemplo, incentivar mais pessoas também a realizarem o cadastro e serem doadoras.

– Consegui levar um amigo junto doar, na última vez que eu fui. Quem eu consigo falar e comover eu busco, porque acho que é uma coisa muito importante, porque nunca sabemos quando nós ou nossos familiares vão precisar. Se cada um fizer a sua parte, conseguimos mover montanhas – destaca.

Quanto ao sentimento, a jovem destaca que o maior deles é a gratidão de poder, mesmo com um gesto pequeno, ajudar diversas pessoas.

– É um sentimento de gratidão, porque você sabe que pode salvar muitas vidas, ajudando pessoas que precisam e, principalmente, que você está fazendo o bem. É aquela frase “fazer o bem sem olhar a quem”, por isso é um sentimento de gratidão imenso você saber que mesmo que seja um grão de areia no meio de uma praia inteira, você está fazendo sua parte e é um sentimento maravilhoso – conclui.

(Foto: Arquivo Pessoal)


Por: Alessandra Oliveira

Deixe seu comentário

Saiba Mais