Doença de Alzheimer é abordada durante sessão na Câmara de Vereadores

20 de setembro de 2018 09:47
Comunidade , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Doença de Alzheimer é abordada durante sessão na Câmara de Vereadores Eleni (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Câmara)

O dia 21 de setembro é lembrado como o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. E, para falar sobre a data e também sobre a doença, membros do grupo de cuidadores de pacientes com doença de Alzheimer de Xanxerê ocuparam a tribuna da Câmara de Vereadores na sessão ordinária dessa quarta-feira (19).

Estiveram na Casa Legislativa a presidente do grupo, Eleni Canelo Capra e a também a médica geriatra e orientadora científica do grupo, Bernadete Michelin Machado, que fizeram uso da tribuna.

Eleni apresentou o grupo, que, embora pouco conhecido, já atua em Xanxerê há 15 anos, auxiliando e dando apoio a cuidadores e familiares de pacientes com Alzheimer. Segundo ela, todos os anos, no mês de setembro, uma ação diferente é programada.

“Todos os anos nessa data em setembro fizemos algumas divulgações sobre a doença de Alzheimer e em reunião achamos que deveríamos vir a Câmara explicar a doença, porque tem muitas pessoas que ainda não conhecem e muitas pessoas não conhecem o nosso grupo”, comenta.

O grupo faz parte da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), uma entidade civil, sem fins lucrativos, formada por familiares de pessoas portadoras da doença, cuidadores e profissionais de diversas áreas que se propõe a transmitir informações sobre diagnóstico e tratamento, além de dar apoio e orientar sobre os aspectos cotidianos do cuidar da pessoa com demência.

Dentre as ações realizadas pelo grupo, são feitas rodas de conversa e grupos de apoio aos cuidadores, além de cursos e treinamentos, campanhas informativas e desenvolvimento de projetos sociais.

“Somos voluntárias e a nossa intenção é cuidar do cuidador. O paciente já tem um profissional que cuida, mas, nós precisamos cuidar do cuidador, porque ele está sempre com seu paciente e cansa bastante. Precisamos orientá-lo muito bem para que ele não se canse. Atualmente, nosso grupo se encontra na última terça-feira do mês nas dependências do Sesc. O que queremos é que, quando alguém encontre uma pessoa com a doença de Alzheimer, é que encaminhe o cuidador para o grupo. Gostaríamos muito que esse cuidador viesse a nossos encontros para que possamos orientar, aconselhar, tirar as dúvidas que ele tem sobre a doença”, explica Eleni.

Além disso, a médica geriatra Bernadete utilizou a tribuna para explicar sobre a doença, que ainda é pouco conhecida e pouco se fala sobre ela.

“A doença de Alzheimer atinge, principalmente, a memória. A memória é a capacidade de captar e armazenar informações no cérebro para posteriormente utilizar essas informações. Captamos a memória pelos cinco sentidos e todas essas informações são identificadas, processadas e armazenadas. Com o decorrer dos anos, é muito comum a queixa nas falhas de memória. Mas, quando a perda de memória apresenta um comprometimento muito importante em toda a capacidade intelectual e interfere nas atividades pessoais e profissionais, se tem a demência. A mais comum das demências é a doença de Alzheimer”.

Essa doença afeta, principalmente, a rotina de toda a família, pois, com o passar do tempo, o paciente fica cada vez mais dependente de seus familiares e cuidador para realizar tarefas simples. E, o Alzheimer é um doença que tem tratamento, mas ainda não há cura.

“Precisamos apostar na prevenção: manter um estilo de vida saudável, controlar todos os fatores de risco que possam afetar a circulação, como hipertensão, diabetes, colesterol, triglicerídeos. Fazer exercícios físicos e mentais”, explica a médica.

Por contar com profissionais de várias áreas, os encontros buscam tirar dúvidas de familiares e cuidadores e repassar conhecimentos que auxiliam no trabalho dos profissionais.

“O nosso objetivo com os encontros, onde há profissionais de várias áreas, procuramos discutir para facilitar a vida de familiares e cuidadores, que ficam com o ônus maior da doença. Por isso é tão importante para nós o apoio do poder público. Queremos conscientizar e pedir o apoio das autoridades e sociedade, tanto no sentido financeiro como social, psicológico e profissional”, conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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