Economista de Xanxerê comenta sobre queda do PIB neste 1º trimestre

3 de junho de 2019 19:39 | Visualizações: 327
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Economista de Xanxerê comenta sobre queda do PIB neste 1º trimestre Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última semana a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,2% no 1° trimestre, na comparação com o último trimestre do ano passado. Essa foi a primeira queda desde o 4º trimestre de 2016 (-0,6%).

A economia não tem saído do chão e os investidores não querem arriscar. O economista de Xanxerê, Celito Pandolfi comentou sobre esse problema que tem afetado em todos os segmentos e, principalmente, a população que acaba desempregada.

– Para o país crescer, a gente necessita ter consumo, investimentos, gastos públicos e equilíbrio na balança comercial. Acredito que quando o PIB cai, automaticamente o mais atingido é o próprio consumo. Então essas quedas do PIB é provocada por alguns princípios: há uma indefinição na política brasileira – não se sabe o que vai acontecer -, houve também um recuo da indústria, houve recuo da agropecuária e, na indústria extrativa a queda foi de 6,3% impactada pelas paliações das atividades de mineração, inclusive após o rompimento das barragens. Sem contar que estamos com um sério problema no Congresso de várias questões políticas e que acaba atingindo diretamente para a queda do PIB – explica.

Pandolfi também é categórico em afirmar que se o governo não estabelecer uma linguagem única, estabelecendo normas, é possível que a economia no Brasil para sair do status negativos vá demorar mais de 10 anos.

– Para a economia crescer precisa ter disciplina em todos os setores e estamos vendo um Congresso e um governo com problemas sérios. Os investidores, seja em qualquer área, ficam indecisos de investirem e se houver uma efetivação de estabelecer normas e língua única, acaba-se gerando investimentos, emprego e renda. Se não tiver uma mudança de comportamento no governo, vai ser bem difícil a retomada do crescimento antes de 10 anos, porque encomia não se faz com propaganda e sim com produção, consumo, conhecimento e investimento – conclui.


Por: Carol Debiasi

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