Educação especial: os desafios de trabalhar com alunos autistas

2 de julho de 2018 18:22
Comunidade , Educação , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Educação especial: os desafios de trabalhar com alunos autistas Professora Marisa e seu aluno Lucas (Foto: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

Discussões sobre a adaptação curricular para a inclusão de autistas nas escolas estão tomando cada vez mais espaço. O intuito é discutir sobre o assunto e formar profissionais cada vez mais capacitados para trabalhar com esses alunos.

A professora Marisa Fátima Padilha Giroletti já trabalha com educação especial há mais de 25 anos, sua formação já foi voltada para trabalhar com esses alunos. Dentre tantos alunos que Marisa já teve, apenas nesse ano ela tem um contato mais direto com o autismo com o seu aluno autista Lucas no colégio Costa e Silva.

“Para trabalhar com autismo, é como todas as deficiências, mas o autismo tem uma especificidade que requer um pouco mais de cuidado. Primeiro é preciso conhecer o aluno, ver o nível de comprometimento que ele tem e também as habilidades dele. No caso esse aluno que eu atendo ele tem uma capacidade melhor na questão cognitiva, na questão afetiva, social, ele é diferente de um autista não funcional. Ele tem um grande potencial para estar inserido na escola”, comenta.

Lucas está inserido em uma turma regular do ensino médio inovador e durante duas tardes tem aulas com a professora Marisa.

“Eu trabalho com ele no processo de alfabetização, comunicação, afetividade, trabalho também com jogos, computador, uso as tecnologias. Na sala ele tem o segundo professor que o acompanha, mas o Costa e Silva já trabalha o processo de inclusão há muitos anos, então os professores mesmo já fazem a adaptação dos materiais deles dentro dos conteúdos e do que ele vai conhecendo do aluno e do que ele pode fazer. Mas o segundo professor ajuda, além de acompanhar o aluno”.

Segundo a professora que sempre trabalhou nesse ramo houve um grande avanço na inclusão dos alunos com deficiência, mas que ainda precisa melhorar.

“Ao longo desses anos que eu estou no ensino especial, no começo, mais ou menos em 88 houve a matrícula compulsória, onde todos eram obrigados a ir para o ensino regular e foi uma tentativa que falhou, porque não existia uma política que amparava, que dava subsídio de recursos para as escolas, pois fazer a inclusão não é um processo barato, precisa de tecnologia, apoio com segundo professor e precisa também uma política específica”, comenta.

Santa Catarina foi um dos primeiros estados que saiu na frente com uma política de atendimento aos alunos com deficiência.

“Houve muitos avanços da mudança da sociedade para uma sociedade inclusiva, que não é só a inclusão da escola, mas a mudança desse olhar para essas pessoas. Alunos que estudam com colegas com deficiência nunca vão esquecer, vão sempre lembrar a forma de tratamento. Há uma mudança de olhar na sociedade com essa inclusão, é importante esse contato com as pessoas deficientes”, conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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