Em dez meses, Dpcami de Xanxerê atendeu 27 casos de estupros

11 de outubro de 2018 15:03 | Comunidade , Polícia , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Em dez meses, Dpcami de Xanxerê atendeu 27 casos de estupros Foto: Polícia Civil

A Delegacia de Proteção a Mulher à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami), de Xanxerê, atendeu, de janeiro a outubro deste ano, 27 casos de estupros. O número, segundo o delegado responsável, Danilo da Silva Fernandes, é considerado assustador.

Dentre os casos registrados, e que estão em investigação, está o da menina de dez anos que faleceu enquanto estava internada do hospital de Xanxerê. Na data, os familiares foram até à Delegacia e registraram um boletim de ocorrência alegando que a mesma teria sido vítima de abuso sexual – estupro. Também segue em investigação, o caso das duas meninas de 12 anos, onde uma a alegou ter sido estuprada por um familiar e outra manteve relações sexuais com um adolescente de 18 anos.

Além destes, há o registro de uma menina de 13 anos, que teria sido estuprada por um homem de 25 anos, no Bairro Sufiatti, em Xanxerê.

Segundo o delegado, todos os casos seguem em investigação. “Estão todos em andamento, aguardando os laudos. Não temos nada de novidade. Vale ressaltar que só neste ano, a Dpcami atendeu 27 casos de estupros em Xanxerê. É um número considerado assustador. Sabe-se que nem em todos os casos se chega a autoria, mas todos geraram a instauração do inquérito”, explica.

Danilo frisa ainda que o indicado é que sempre que ocorra alguma suspeita destes casos, que a Polícia seja acionada.

“Sempre que há uma suspeita é recomendado que se procure a delegacia da Dpcami e, se for criança, é importante que haja o contato com os conselheiros tutelares do município. Mas, é sempre bom estar atento, perguntar para pessoas envolvidas com as vítimas se perceberam algum tipo de comportamento estranho. Ressalta-se que estupro de vulnerável, é considerado em adolescentes em até 13 anos, mesmo que tenha uma relação consentida, em tese, é considerado estupro”, conclui.


Por: Alessandra Bagattini

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