Empresa da construção civil aplica política de tolerância zero a assédio em obras

27 de junho de 2018 15:06 | Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Empresa da construção civil aplica política de tolerância zero a assédio em obras Foto: internet

Recentemente um vídeo onde brasileiros apareciam fazendo com que uma estrangeira falasse palavras de baixo calão viralizou nas redes sociais. Em contrapartida, em Xanxerê, uma empresa da área da construção civil trabalha com uma política de tolerância zero com ações do gênero.

Aquela história de que homens da área da construção civil ficam assoviando com mulheres que passam na rua, não acontece nas obras acompanhadas pelo Antoninho Alves, que é mestre de obras ou da Arlete Piccoli.

“Hoje não acontece, se acontecer nós convidamos o colaborador a se retirar da empresa”, diz Arlete, que trabalha na área de segurança no trabalho.

Antoninho comenta que nem sempre foi assim, mas a empresa adotou novas medidas e hoje a conscientização já faz parte do cotidiano dos trabalhadores.

“É uma conscientização automática dentro da empresa. Quando a pessoa é contratada já pedimos sobre a família, porque ninguém quer que façam algo ruim com a sua família e é isso que abordamos. Sempre conversamos e reforçamos os valores. Estamos sempre dialogando para manter a ordem”, salienta.

Arlete comenta ainda que foi, inclusive, discutido o vídeo citado durante uma reunião com os colaboradores.

“Conversamos com eles sobre esse vídeo. Eles ficaram horrorizados, foi de um agravo tão grande, se a gente não se respeita dentro do país, sai para outros países fazer isso. Ficou muito feio. Foi uma brincadeira de péssimo gosto, se houve brincadeira. Não é do nosso perfil”, diz Arlete.

Elogio é diferente de assédio

Alguns podem questionar alegando que trata-se de um elogio, mas não. Neste caso, ouvir palavras sobre o corpo da mulher ou menina, assovios ou ainda palavras de baixo calão na rua ou qualquer lugar é sim considerado assédio e deve ser denunciado.

“Isso é uma falha grave e não deve ser tolerado”, finaliza Arlete.

Finalizando o bom exemplo da empresa xanxerense, a vizinha da obra dona Liene reafirma nunca ter visto casos desrespeitosos. “Eu nunca vi nada. Até falei para meu esposo ‘nunca vi uma turma de pedreiro tão tranquila’. Quanto a isso não tenho reclamação”, finaliza.

 

 

 


Por: Patricia Silva

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