Energia elétrica ficará mais cara no meio rural

11 de fevereiro de 2019 18:19
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Energia elétrica ficará mais cara no meio rural Foto: Divulgação

A Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) vai pedir a revogação do decreto publicado no ano passado que reduz gradualmente os descontos sobre a tarifa básica de energia elétrica dos estabelecimentos rurais.

O Decreto 9.642/2018, assinado pelo então presidente Michel Temer, reduz em 20% ao ano, a partir de 2019, os descontos cumulativos sobre a tarifa básica de energia no campo até zerar em cinco anos. A decisão afeta dois grupos de unidades de consumo: os de fornecimento de alta tensão (acima de 2,3KV), enquadrados no “Grupo A Rural”, e os de baixa tensão (abaixo de 2,3 KV), classificados como “Grupo B Rural”.

Os descontos já existentes sobre a energia utilizada no período das 21h30 às 6h, que variam de 60% a 90%, serão preservados. Este benefício é garantido pela Lei nº 10.438/2002. O decreto reduz a partir deste ano os descontos sobre este horário, de 10% para 8% no grupo A e de 30% para 24% no grupo B e acaba com a acumulação desses descontos na tarifa da irrigação e aquicultura noturna.

Em contato com a Iguaçu Energia, de Xanxerê, responsável pelo fornecimento de energia no município, foi obtida a informação de que, por ora, não há mudanças previstas.

De acordo com a Ocesc, a medida impactará todas as unidades rurais, mas, em especial, as propriedades de baixa tensão, com alta de 43% no valor da energia em horário reservado (21h30 – 6h), devido a perda a acumulação dos descontos, além da elevação anual de 8,5% no valor da energia elétrica no restante do dia pelos próximos cinco anos. As tarifas noturnas serão mantidas, mas os descontos sobre essas tarifas diminuirão. A base de cálculo mudará a passará a considerar a tarifa básica.


Por: Patricia Silva

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