“Eu vivo um milagre”, diz xanxerense que venceu o câncer de colo de útero

15 de agosto de 2018 14:30
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“Eu vivo um milagre”, diz xanxerense que venceu o câncer de colo de útero Foto: arquivo pessoal

Simony Schneider, de 39 anos, relata que neste momento, não há palavras para expressar o que sente. Após anos de luta e muita dor, finalmente, os resultados dos exames são positivos e o câncer que tanto a atrapalhou, hoje não existe mais.

Mãe de dois filhos: um de 14 anos e outro de três, ela conta um pouco sobre a sua vida. Simony descobriu o câncer no colo de útero e quando marcou a cirurgia, descobriu estar grávida. Optou por manter a gestação e dar à luz ao seu segundo filho.

“Quando eu descobri o câncer e marquei a cirurgia e, em seguida, descobri que estava grávida. Não imaginava que isso aconteceria, pois há sete anos eu tentava engravidar e não conseguia. Tive uma gestação de risco, mas meu filho nasceu de oito meses, lindo, perfeito, graças à Deus”.

Após o nascimento do filho a situação piorou. “Depois a situação piorou, o tumor cresceu. Ia todos os dias para Chapecó, saía, com o carro da saúde para Chapecó às 06h para fazer radioterapia, quimioterapia, foi uma luta constante. Teve momentos que eu pensei que não iria sobreviver, era muita dor”.

Sua força vinha de Deus

Simony destaca que sua força veio de Deus. Quando se viu com poucos amigos ao redor e pessoas para ajudar, foi na bíblia que encontrou palavras de incentivo.

“Eu me apeguei com Deus e com a bíblia. Eu lia muito a bíblia. Quando estava bem tinha muitos amigos ao redor, e quando se fica mal, dá para contar nos dedos aqueles que realmente nos ajudam. Eu me vi num deserto, sem ninguém ao meu lado, mas Deus estava comigo e eu nunca deixei de lutar porque ele é o dono da vida. Agora vou poder curtir minha família, meu filho, as pessoas que estiveram ao meu lado. Para resumir a minha felicidade: fé. Eu nunca perdi a fé. No hospital nós orávamos, com as pessoas que estavam junto comigo no quarto, os acompanhantes, e levantava um clamor muito grande e cantava o hino da Aline Barros ‘ressuscita-me’. Eu me ajoelhava no chão e pedia para que Deus tivesse misericórdia, eu tinha meus filhos que precisavam de mim, eu pedia para que ele devolvesse a minha vida, eu fiz um pacto com Deus. Foi por isso que eu consegui viver, eu vivo um milagre”.

Atualmente Simony precisa ir a Florianópolis a cada 90 dias para fazer os acompanhamentos e conferir se está tudo bem. Mas segue na companhia de Deus, de seus amigos e familiares. Agora ela se dedica ao relato da sua vitória e a viver a sua vida.

 


Por: Patricia Silva

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