Exclusivo: Pré-candidato do PMDB comenta sobre os projetos do partidos para Xanxerê

13 de junho de 2016 18:40
Comunidade , Eleições 2016 , Política Compartilhar no Whatsapp
Exclusivo: Pré-candidato do PMDB comenta sobre os projetos do partidos para Xanxerê Foto: ARQUIVO/Lance Notícias

Na tarde desta segunda-feira (13) o PMDB de Xanxerê oficializou o nome de Adenilso Biasus como pré-candidato do partido. Adenilso deu uma entrevista com exclusividade ao LANCENOTICIAS.com.br e comentou sobre seus projetos na política xanxerense, acompanhe:

Lance Notícias: Na última eleição, vocês (PMDB) estavam com o PSD e frisavam a liberação de recursos por meio de deputados e do governador. Diante do novo cenário político, o que você pode dizer?

Adenilso Biasus: Olha aqui no município é uma situação diferente porque nós fomos expulsos da atual administração, nós ajudamos a eleger o atual prefeito e temos o vice, eu que fui o vereador mais votado da coligação e pelo fato que nós termos intensão de lançar candidato a prefeito, eles acabaram expulsando o PMDB, porque eles queriam que nós continuássemos na condição de vice. Então a situação local é realmente difícil com o PSD, mas não significa que nós não possamos voltar a dialogar, porque o impasse maior é com o atual prefeito, mas o que importa destacar é que o PMDB tem um projeto de administração própria, até porque não concorda com algumas situações como o município é administrado, nós acreditamos que a próxima gestão precisa ser profissional, mas voltada ao resultado do que propriamente a ajudar os partidos políticos ou projeto pessoal. O projeto é de reestruturar a parte administrativa do município, é com compromissos básicos como pagar reposição dos servidores, fazer o reparo regular nas estradas do interior, proporcionar atendimento satisfatório na área da saúde, também fortalecer o setor de educação, então essas situações básicas o município precisa cumprir e ele não está cumprindo, até porque não se pensa na coletividade se pensa nos partidos e nos projetos. A nossa relação com lideranças estaduais e federais, ela continuará sendo ótima, porque nós temos o deputado Colatto, Merisio e outros candidatos que Xanxerê possui. Até porque se nos ganharmos a eleição, eles têm compromisso com a cidade não é somente com o partido deles. Então nós ganhando a eleição e fazendo uma administração profissional eu tenho certeza que todos os representas estudais e federais vão ajudar pois o compromisso dele é com o município e não com o partido.

LN: Com a saída do Oscar Martarello da Acix, ouve-se muitos rumores de que ele irá como vice, seria contigo? Se não, quem seria, quais os possíveis nomes?

Biasus: Olha ainda não sentamos para conversar, o Oscar é um ótimo quadro, então se ele vier a compor conosco será uma grande honra, mas ainda não há nenhuma conversa oficial nesse sentido. Para vice nossa condição é representar o partido, no momento nós vamos construir esse projeto e consequentemente o nome. Nós estamos nos colocando a candidato a prefeito de uma forma que vai ser revista, quem vai decidir vai ser a coligação que nós vamos formar. E acreditamos que temos total condições de liderar esse projeto como candidato a prefeito.

LN: Nas últimas eleições vocês eram rivais do PSDB e hoje se cogita uma aliança entre vocês. Já tem algo concretizado em relação a isso? Se não tem, quais são os partidos que já fecharam com o projeto do PMDB e quais ainda estão por detalhes?

Biasus: olha na verdade cada eleição tem uma realidade uma constância diferente, em 2012 quem criou a maior rivalidade foi o PSD e o PSDB, mas a partir de 2012 nós criamos uma afinidade muito forte, até porque eu apoiei o candidato Aécio Neves. Até porque nós queríamos essa mudança, uma gestão mais profissional e menos corrupta no Brasil e partir disso nós criamos uma afinidade muito grande com lideranças do PSDB e eu tenho um respeito e uma relação muito boa com o ex-prefeito Bruno, portanto não vejo problema nenhum em nós estarmos juntos na próxima eleição. Da mesma forma com outros partidos, a terceira via também nós temos muita proximidade e a nossa tendência é uma aproximação muito forte com a terceira via e com o PSDB, já com o PSD existe uma distância maior, mas não excluo diálogo.  Com o PT, é uma situação mais difícil, mas nós não vamos deixar de dialogar com ninguém.

LN: Em tempos de crise onde economizar é prioridade tanto em empresas quanto nos lares, o que se espera é que os exemplos venham de cima. Baseado na sua possível eleição como deverá ser sua administração relacionados a cargos comissionados? E o que tem a dizer sobre os aumentos de até 80% para estes cargos?

Biasus: a minha intensão é aproveitar bastante  o quadro de servidores efetivos porque nós temos pessoas extremamente qualificadas que estão há muitos anos prestando serviço para o município, então nós podemos aproveitar muitos deles nessa situação e evitar trazer comissionados de fora. A ligação com o quadro efetivo e quem nós trouxermos de fora, nós vamos primeiramente analisar o perfil técnico e depois a questão política, pois é possível conciliar as duas pois a próxima administração terá que ser adequada. E se nós não trabalhar para mudar o nosso município, ele ficara inabilitado e nesse momento é muito difícil a situação do município, a próxima gestão terá problemas, uma dívida enorme e a reposição dos fornecedores que ele (Miri) não pagou. São situações que precisam ser cumpridas. Se não houver uma restauração no município é muito difícil que em médio prazo, nós consigamos tocar em frente, pois vai virar um sistema de calamidade assim como está acontecendo no Brasil.

Olha o problema é que os servidores ao longo do tempo eles não tiveram a política de aumento real, tem pessoas que ganham um salário mínimo e nós sabemos que isso não é suficiente para sobreviver, pelo valor que estão as coisas. Então, queremos diminuir essa situação de injustiça. Existe essa possibilidade de pagar essa vantagem, mas, eu penso que se nós administrar o município, nós vamos criar um projeto de reforma administrativa justamente para corrigir essas injustiças que existem no plano de cargos de salário e vamos poder o aumentar e colocar o salário em uma condição digna para os servidores e acabar com a reposição.

Por sugestão minha no início desta gestão fizemos uma indicação na câmera, juntamente com o atual prefeito que teria um plano para reduzir os gastos que a prefeitura tem com a folha de pagamento. E naquela ocasião o prefeito não quis fazer o PDVI, então quando ele tirou férias em janeiro e assumiu o vice-prefeito Gelson Saibo, mandou um projeto de lei criando o PDVI que foi aprovado e com ele reduzimos 10% de gastos com a folha de pagamento. Nós tínhamos o compromisso de não fazer mais concursos públicos em Xanxerê no, entanto, o prefeito descumpriu esse nosso acordo e fez mais um concurso público e estourou a folha de pagamento de novo, então é possível que nós tenhamos que fazer um novo PVDI, para que ele alcance um novo patamar e venha ser honrado pelo município de Xanxerê. Os desafios são muito grandes e intensos e nós estamos preparados para enfrentá-lo, se a sociedade nos der essa oportunidade nós vamos fazer o que muitos não tiveram a coragem de fazer, enfrentar e resolver todos os problemas.

LN: Se eleito, quais seus projetos e ideias para Xanxerê?

Biasus: eu vou atacar fortemente a participação popular, eu acho que um gestor não pode resolver por conta própria porque nós representamos toda a coletividade, o prefeito é um administrador público e se ele é um administrador público ele precisa ouvir a sociedade, ouvir as entidades, as lideranças para depois decidir. Então se eu for eleito eu vou criar mecanismos para trazer a população nos seios das decisões que a administração pública vai adotar, dois exemplos: orçamento participativo, tudo o que formos gastar vamos ouvir a população de cada bairro, cada localidade, para ver como que eles querem que seja gasto o dinheiro, quais são as necessidades deles naquele momento, então não vai ser o prefeito que vai chegar e decidir. Atender o que o povo quer e não o que o gestor quer, esse é um aspecto que vou adotar na nossa gestão, já que a atual não fez isso. Hoje as decisões são tomadas de cima para baixo e a população tem que acatar.

E outra é a transparência e honestidade com o dinheiro público, todo o dinheiro vai ser gasto da forma que tem que ser gasto, vamos criar um sistema de transparência total, criando um link, onde todos tenham conhecimento em tempo real com aquilo que vai ser gasto na administração. Até porque todos os agentes e o ministério vão poder olhar se o preço está dentro dos padrões do mercado. Vamos criar um sistema de ouvidoria, para informar a população a tudo que acontece e assim orientar a população a ver tudo o que acontecer. Tem um princípio básico que diz, que um gestor público deve ser honesto como ele deve transparecer honestidade, vamos dar satisfação a população e mostrar que honestidade e transparência são valores que não abrimos mão.  Cada centavo de dinheiro público vai ser gasto onde deve ser gasto, não vamos pactuar e nem ser desviado.


Por: Patricia Silva

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