Experiência: Jovem comenta sobre os desafios de estudar fora do país

4 de agosto de 2017 11:26
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Experiência: Jovem comenta sobre os desafios de estudar fora do país "Com o tempo tudo se ajeita e você vai se acostumando. Não tenha medo!", diz Felipe. (Fotos: Arquivo Pessoal)

Quer se aventurar, mas tem medo? O LANCENOTICIAS.COM.BR vai contar uma história para você jogar o medo fora e vestir a coragem.
Felipe Borges dos Santos, 25 anos, formado em Engenharia de Bioprocessos pela Universidade Federal do Paraná, é um jovem estudante faxinalense, que se aventurou rumo a cidade de Utrecht, na Holanda, para estudar.

Felipe conta que ainda no ano de 2012 foi em busca de uma experiência nova, “fiz uma graduação sanduíche, como eles falam, em um centro de pesquisas chamado CBS Fungal Biodiversity Center, eu fui trabalhar com bioinformática por um ano. Esse período foi a primeira vez que eu fui morar fora, no ano de 2012. Depois disso voltei para Curitiba terminar a graduação”.

Depois de formado, Felipe voltou para a Holanda em 2016, desta vez para realizar o mestrado.

“Eu me formei, trabalhei dois anos no grupo Boticário, e agora eu voltei para o mesmo lugar, para fazer o mestrado em Ciências da Inovação. Agora eu estou na metade do mestrado, e faço estágio em um centro de pesquisas para ciência e tecnologia, e lá nós fizemos pesquisa sobre a própria ciência, a gente estuda a ciência, fazemos análises de publicações, de impactos, os novos avanços científicos. Hoje em dia, a minha rotina é ir para a faculdade e para o estágio”.

Para compartilhar as suas experiências, no ano de 2012 Felipe criou o blog “Destino Holanda”, onde uniu duas de suas paixões para dividir a sua vida, “eu gosto de escrever bastante, é uma das minhas paixões escondidas, a primeira vez que eu fui para Holanda, eu escrevi um blog, nele eu contei bastante do meu dia a dia, do que variava em relação ao Brasil, falei da língua, das comidas, da cultura, do sistema de transporte, eu tentei contar um pouco de como era essa vivência fora do Brasil, as dificuldades que você encontra”, destaca o estudante.

Atualmente Felipe compartilha suas experiências no Linkedin e comenta sobre as principais dificuldades e também vantagens de morar em um país novo.

Dificuldades

Idioma:
“A gente estuda inglês no Brasil, faz cursinho, ganha certificado, mas na prática é bem diferente. Eu entrei no avião, não consegui pedir uma água para a aeromoça, dá um desespero, por aqui eu aprendi um sotaque americano, e lá é o sotaque britânico. No começo foi bem complicado na questão da língua, eu fiquei três meses praticamente sem abrir a minha boca, porque eu escutava alguém falando inglês, traduzia para o português, ai eu entendia, pensava alguma coisa em português, traduzia para inglês e quando eu ia falar, a conversa já tinha passado. A língua foi o maior desafio para mim. Com o tempo você vai se acostumando e aprendendo, mas nunca fica perfeito, até hoje eu aprendo alguma coisa nova”.

Comida:
“Fora do Brasil, você não vai ter arroz, feijão, até tem, mas eles não comem. Você vai para o restaurante da universidade tem sanduíche e não tem outra coisa. Tem umas comidas estranhas, você vai no mercado e não sabe o que está escrito, porque está em holandês”.

Simpatia:
“O brasileiro é muito quente, gosta de abraçar, de beijar, e eles são bem frios. Eu ia nos lugares e abraçava as pessoas e elas se esquivavam”.

Qualidades

Diversidade:
“O bom da Holanda é que tem muita gente de fora, quando você acha que cometeu uma gafe, sempre tem alguém que fez uma pior, você vê que não é o único”.

Qualidade de vida:
“Em termos de qualidade de vida, é muito melhor, é cheio de parques para o pessoal andar. Só o fato de andar tranquilo na rua e não ter medo, já conta muito. É o que me faz estar lá até hoje, a qualidade de vida”.

Felipe dá um conselho para aqueles que desejam se aventurar.

“A pessoa que está indo, para qualquer lugar, até mesmo dentro do Brasil, vá de cabeça aberta, você vai ter que mudar toda a sua rotina, todas as pessoas que você conhece, as pessoas, culturas, língua, tudo são diferentes. Precisamos ter a cabeça aberta para dizer “eu vou me adaptar aos costumes deles”, isso é importante, tem gente que entra em depressão, porque se sente sozinho, não se sente bem. Com o tempo tudo se ajeita e você vai se acostumando. Não tenha medo!

Quer saber mais sobre as experiências de Felipe? Acesse o blog aqui.


Por: Alessandra Bagattini

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