Exploração e abuso sexual infantojuvenil são debatidos em fórum em Xanxerê

15 de maio de 2017 10:18
Comunidade , Evento , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Exploração e abuso sexual infantojuvenil são debatidos em fórum em Xanxerê Foto: Rafaela Forchesatto/Lance Notícias

Segundo o presidente do Conselho Tutelar de Xanxerê, Ivair Alvez dos Santos, no ano de 2016 foram 70 casos de crianças atendidas no município pelo Conselho, por abuso ou exploração sexual. Os números são alarmantes e, provavelmente muito maiores, já que a maioria das vítimas tem medo de denunciar.

Devido a esse cenário, nesta segunda-feira (15), acontece em Xanxerê durante todo o dia o Fórum Municipal de combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantojuvenil. O objetivo é falar sobre o tema, saber identificar crianças abusadas e entender como o abusador age.

O seminário teve início às 8h, contando com palestra da sargento Tânia Guerreiro da Polícia Militar do Paraná.

“Eu vou falar tudo sobre pedofilia, como o pedófilo age, qual a preferência dele, quais os cuidados devem tomar para que seus filhos não sejam abusados, como as crianças pedem socorro, legislação sobre pedofilia, tudo sobre. A pessoa que veio aqui hoje vai sair com os horizontes ampliados. Eu não gosto muito de falar sobre números, por que não acredito que eles sejam verdadeiros, esse crime se perpetua no silêncio, então se falar em estatística não é real, pois nem 20% das crianças abusadas vão até a delegacia e nem 1% dos casos são pegos em flagrante. Que bom que esse auditório está lotado, na bíblia cita ‘meu povo perece por que lhe falta conhecimento’, e, que bom que eles estão aqui para buscar esse conhecimento. A gente erra, não por negligencia, mas por falta de conhecimento. Esse conhecimento que eu trago aqui vai ser bruto, vai doer, por que a pedofilia é feia, não tem nada de agradável, vai ferir os ouvidos, mas é necessário descascar para sair o broto bom”, finaliza Tânia.

No período da tarde, haverá palestra com o Psicólogo e professor do curso de Psicologia da Unoesc Xanxerê Fábio Augusto Lise e ainda do médico legista do Instituto Geral de Perícias, Marco Antônio Scirea Tesseroli.

 

 


Por: Patricia Silva

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