Expressão de amor através dos objetos: mães da UTI neonatal participam de aulas de artesanato

24 de agosto de 2018 11:03
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Expressão de amor através dos objetos: mães da UTI neonatal participam de aulas de artesanato (Foto: Assessoria de Imprensa HRSP)

Todas as quintas-feiras, as mães que estão no Hospital Regional São Paulo (HRSP) acompanhando seus filhos recém nascidos, internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, tem a oportunidade de participar de uma atividade diferente.

Isso porque, são oferecidas aulas de artesanato para essas mães, que passam todo o restante do dia dentro do hospital, junto com seus filhos. A permanência de um dos pais 24h por dia junto ao filho internado na UTI neonatal foi garantida pela portaria número 930, do ano de 2012, do Ministério da Saúde.

Desde então, pais e mães dispõe de um espaço para alojamento, dentro da UTI neonatal, para ficar perto de seus filhos em período integral. E, diante disso, surgiu o projeto de aulas de artesanato para pais da UTI neonatal.

Conforme a psicóloga Eliandra Solivo, a iniciativa foi do Grupo de Humanização do hospital, que sempre busca formas de integrar os familiares de pacientes internados em atividades que proporcionem um momento de lazer e descontração a esses acompanhantes.

“As voluntárias vêm toda a semana, temos o material para o projeto e elas vêm e organizam a atividade para as mães. A atividade dura cerca de uma hora. O projeto proporciona para essas mães que tem o neném de forma prematura, sem estar preparada, sem poder ter se organizado efetivamente para receber esse neném, um momento de descontração, um trabalho lúdico e, ao mesmo tempo, elas estão fazendo objetos que também serão para o filho delas”, comenta.

A psicóloga coloca ainda, que mesmo que esse seja um momento em que elas não estão efetivamente ao lado do filho, estão fortalecendo vínculos, pois produzem coisas que serão usadas pelas crianças.

“Nesse momento elas estão fazendo algo para os filhos delas, fortalecendo os vínculos. É para incentivar que elas tenham uma atividade além dos cuidados que elas fazem na UTI, que são bem importantes. Hoje elas ficam no alojamento em conjunto com as crianças, então além de acompanhar, elas fazem todas as atividades aqui no ambiente hospitalar, explica.

Além disso, durantes essa atividade, o Grupo de Humanização busca também realizar rodas de conversa com os pais e profissionais do hospital de diversas áreas, para que haja uma troca de informações e também os pais possam tirar dúvidas.

Emili Maricar é de Faxinal e está há 23 dias no hospital com seus filhos gêmeos Vitor e Miguel. Ela comenta que essa é a primeira vez que participa da atividade, mas que pretende participar novamente, se continuar com seus filhos internados.

“Hoje meus filhos estão bem, estão ganhando peso, mas se eu ficar mais tempo aqui, quero participar de novo dessa atividade, porque gostei muito. Assim a gente se distrai, passa o tempo, se não só ficamos no quarto. Eu gosto muito de fazer isso, porque uma vez eu fazia artesanato, mas tinha parado”, comenta

(Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

O projeto é desenvolvido pelas primas Terezinha e Vanda Hack, que fazem parte da Associação Beneficente de Voluntárias de Madre Bernarda, que também mantém a Casa de Acolhida. As aulas acontecem há pouco mais de um ano e as voluntárias trazem técnicas novas de artesanato a cada aula.

Para Terezinha, o sentimento de poder realizar esse trabalho não pode ser descrito em palavras.

“Me sinto maravilhada! Muito feliz de um dia ter sido convidada a de ter aceitado esse desafio. Eu trabalhava com outro tipo de artesanato, não sabia costurar, trabalhava com caixinhas, não tinha habilidade para outros artesanatos e aprendi aqui. É tão gratificante que a gente não consegue colocar o sentimento em palavras”, comenta.

Vanda diz se sentir realizada e completa ao desenvolver o trabalho voluntário.

“Eu fico muito feliz quando venho aqui. Eu amo isso aqui! Completa a pessoa, faz bem para tudo”

As aulas são semanais e sempre são produzidos objetos que as mães poderão usar para seus filhos.


Por: Alessandra Oliveira

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