Fake News nas eleições 2018: fatos ocorridos em Xanxerê serão alvo de investigação

11 de outubro de 2018 08:20 | Comunidade , Eleições 2018 , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Fake News nas eleições 2018: fatos ocorridos em Xanxerê serão alvo de investigação Foto: Lance Notícias

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Ricardo Roesler, requisitou na tarde dessa quarta-feira (10) a abertura de inquérito à Polícia Federal (PF) para investigação de “fake news”.

A iniciativa partiu da preocupação com a maciça disseminação e divulgação de notícias falsas (fake news) nas eleições gerais de 2018, em especial em relação à confiabilidade do sistema eleitoral, com o intuito de gerar tumulto no processo eleitoral.

“Os produtores e disseminadores de fake news, inclusive de outros estados, que atacam com mentiras a Justiça Eleitoral e o processo eletrônico de votação, serão investigados pela Polícia Federal”, afirma o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, desembargador Ricardo Roesler, ao requisitar abertura de inquérito à PF.

Inclusive, de acordo com Clóvis Menegazzo Rodrigues, chefe de Cartório da 43º Zona Eleitoral, de Xanxerê, fatos ocorridos no município, também serão alvo de investigação por parte da Polícia Federal no inquérito.

“É uma enxurrada de notícias falsas que acabam criando uma série de inseguranças, não só nos eleitores, como também nos mesários, que se sentem, por vezes, até incomodados. É preciso ficar claro que também temos casos em Xanxerê, que envolvem a disseminação destas notícias falsas, é o mesmo conteúdo que está se disseminando pelo Brasil inteiro”, explica.

Ainda segundo, Ricardo Roesler, o direito de manifestação não é absoluto. “O mundo vive um déficit de confiança que vem alimentando intolerância, ódio, polarização e populismo, fatos que se refletem neste momento. O direito de manifestação não é absoluto, e não pode servir de instrumento à desestabilização social”, disse o presidente no ofício encaminhado à superintendente regional da Polícia Federal em Santa Catarina, Paula Dora Aostri Morales.

Além disso, o dirigente do TRE catarinense demonstrou indignação com as tentativas de descrédito por meio da distorção da verdade. “Precisamos atuar firmemente, a fim de coibir essas práticas que ofendem não apenas a Justiça Eleitoral, mas, sobretudo, o Estado Democrático de Direito, que está sendo lesado. É preciso agir para restabelecer a paz social, que se viu, e se vê, ameaçada por ações irresponsáveis daqueles que imaginam que seus atos não terão consequências, divulgando, sem checar as fontes e a veracidade das notícias, imagens e áudios”, afirma.

A Justiça Eleitoral já identificou elementos e fontes produtoras e disseminadoras de notícias falsas, inclusive, fora do estado de Santa Catarina, que foram repassados à Polícia Federal, com vistas à apuração das condutas apontadas e à identificação dos responsáveis.


Por: Alessandra Bagattini

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