Família de menino de 5 anos com tumor no cérebro precisa de ajuda

21 de dezembro de 2017 16:01
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Família de menino de 5 anos com tumor no cérebro precisa de ajuda Fotos: Patrícia Silva/Lance Notícias

“O problema dele é uma bomba relógio”. Esse é o relato de Lurdes Lemes da Rosa, mãe do Samuel de cinco anos, que possui um tumor no cérebro. A rotina da família mudou totalmente depois do dia 10 de agosto de 2017, quando a família descobriu a doença do menino.

“Foi descoberto no dia 10 de agosto, foi no Hospital São Paulo aqui em Xanxerê. No dia 11 nós já estávamos em Chapecó e às 10h começou a dar uma convulsão nele e os rins estavam paralisado. Foi quando médica drenou e tirou o líquido do tumor. Ele estava muito mal”.

O processo foi necessário para que a cirurgia para a retirada do tumor fosse realizada. “Dia 18 de agosto foi feito a cirurgia que era nossa esperança. Mas, não deu para tirar o tumor. Ele estava do tamanho de uma laranja. Descobrimos que ele está em um local muito complicado. Está tudo ligado no organismo dele. Ele já perdeu o nervo do olho. Depois de descobri isso, a medica encaminhou para fazer radioterapia, mas também não deu”.

Os cuidados com Samuel são 24h por dia. Lurdes tem problemas cardíacos e também bipolares, por esse motivo seu esposo parou de trabalhar.

“Nós pagamos aluguel, eu sou cardíaca e tenho transtorno bipolar. Minha medicação custa muito caro. Não consegui consulta com o cardiologista de novo, porque dá outra vez, quando tinha a consulta, precisei ir com o Samuel para Chapecó e perdi a vez. A nossa situação não é boa”.

Agora a família se prepara para a realização de outra consulta que está marcada para o dia 16 de janeiro. “Agora em janeiro, vamos em outra consulta, porque o tumor voltou no mesmo lugar, cresceu de novo, com mais liquido. Ele em questão de segundo o quadro dele pode mudar. O tumor depende de líquidos, por isso precisamos cuidar o que ele ingere de líquidos.

A descoberta ocorreu depois de Samuel passar mal. A família já realizou rifa e também pastelada, mas o montante arrecadado, não foi o suficiente.

“Nós fizemos rifa, pastelada, mas não adiantou. O dinheiro que arrecadamos vou utilizar em janeiro. Porque as nossas idas e vindas a Florianópolis são gratuitas mas precisamos para pagar a diária que é R$ 40 por dia. O tratamento dele é todo pelo SUS, mas precisamos de dinheiro para nos manter lá. Porque não tem mais a casa de apoio”.

Samuel antes da descoberta da doença

“O meu filho era uma criança saudável, nunca teve nada. Tinha uma vida normal. A única coisa que ele reclamava era de dor de cabeça. Mas nós levamos ele no médico e ele foi encaminhado para usar óculos. Fizemos todos os exames e não apareceu nada. Talvez se nós tivemos indo a fundo, teríamos descoberto antes”.

Hoje, o tumor de Samuel já afetou a sua visão. O menino sofre com anemias e possui dificuldades para se alimentar. “O tumor já afetou a visão, não sabemos o quanto ele enxerga ainda, mas o óculos não vai ajudar ele. Deu anemia, tem horas que ele age como adulto, outras como crianças. O tumor está em uma área muito sensível. Ele pode perder todo o movimento. O médico disse que não precisa ele esperar ter dor, porque a qualquer momento pode acontecer alguma coisa. É uma bomba relógio”, diz a mãe emocionada.

Lurdes comenta ainda que a sua fé em Deus é o que lhe motiva. “Hoje a situação dele não tem saída. Nossa esperança é de Deus e que em janeiro, que eles vão abrir e colocar algo para a quimioterapia ser realizada diretamente no tumor. Essa é saída para que ele melhore”.

Além de Samuel, Lurdes também precisa de ajuda. “Preciso de acompanhamento psiquiatrico e psicológico que não consigo mais. Eu tenho problemas, mas mesmo assim viajo com meu filho todas as vezes. Não consigo ficar longe do meu filho, eu sou mãe. Por isso meu marido sempre vai junto também”.

Além de Samuel, Lurdes tem mais duas filhas, uma de 12 e outra de 10 anos. Quando a família viaja, elas ficam com um irmão de Lurdes.

“Hoje o Samuel toma medicação. Mas se a qualquer momento algo der errado, devido à localização do tumor, ele pode ficar vegetando, ou só Deus sabe”.

A família reside na Rua Reginaldo Fernando Streb, nº 601, no Bairro Tacca.

Se você deseja ajudar a família com qualquer quantia em dinheiro, pode estar depositando na seguinte conta bancária:

 

 


Por: Alessandra Bagattini

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