FCDL aprova medidas para flexibilizar uso dos cartões de crédito no comércio

28 de dezembro de 2016 15:42
Comunidade , Economia , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
FCDL aprova medidas  para flexibilizar uso dos cartões de crédito no comércio FCDL aprova medidas do Governo Federal para flexibilizar uso dos cartões de crédito. (Foto:Divulgação)

Os lojistas e consumidores serão beneficiados com as novas regras do governo federal para o uso do cartão de crédito, conforme análise do empresário Ivan Tauffer, presidente da Federação das CDLs de Santa Catarina.

Na quarta-feira, 26 de dezembro, o presidente Michel Temer assinou uma Medida Provisória (MP) que permite a cobrança de preços diferentes dependendo do prazo ou do meio de pagamento utilizado. A decisão permitirá que o lojista fixe um preço diferenciado em compras feitas com cartão de crédito e um outro preço para aqueles que pagam à vista, em espécie. A medida torna nula cláusula contratual que proíba ou restrinja tal diferenciação de preços.

“O principal impacto será no direito dos lojistas em praticarem preços distintos nas vendas à vista e no cartão de crédito. O comerciante precisa aguardar até 30 dias para receber das administradoras de cartões e ainda paga taxas que variam entre 2,5% e 7% sobre o valor das vendas. É lógico que vender à vista, recebendo em dinheiro, é mais vantajoso e o lojista pode repassar essas vantagens para os consumidores, ganhando em volume e fidelizando seus clientes”, afirma o dirigente lojista.

Tauffer, que é lojista em São Miguel d’Oeste, lembra que qualquer mudança nas margens faz diferença neste período de retração de vendas. “Até o cheque pré-datado ganha fôlego neste novo cenário, pois o consumidor pode parcelar e o comerciante tem ferramentas de crédito que oferecem segurança cadastral, sem pagar as mesmas taxas das administradoras de cartões”, disse.

O presidente da FCDL/SC também observou que existe um “duopólio” das administradoras de cartões no Brasil, com duas bandeiras dominado o mercado – e a intervenção do Governo Federal pode estimular a concorrência.

“Na prática, muitos lojistas já oferecem preços mais baixos para quem compra em dinheiro. As medidas do Governo legalizam uma situação comum”. Segundo Tauffer, o ideal é que o Estado interfira o mínimo possível nas relações de consumo. “A livre concorrência acaba imperando e premiando quem concede mais aos seus clientes. Mas neste caso há uma distor

 


Por: Alessandra Bagattini

Deixe seu comentário

Saiba Mais