Há 15 anos o Corpo de Bombeiros iniciava trabalho com cães em Xanxerê

11 de abril de 2018 15:18 | Bombeiros , Comunidade , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Há 15 anos o Corpo de Bombeiros iniciava trabalho com cães em Xanxerê Tenente Alan e seu cão já aposentado Tchak (Fotos: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Nesse ano o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina completa 15 anos de atividades de cinotecnia, ou seja, de trabalhos com cães. Tendo como precursor desse projeto o Major Walter Parizotto, comandante do 14º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Xanxerê hoje diversos quartéis e corporações desenvolvem esse trabalho dentro do Estado.

Em Xanxerê são sete bombeiros cinotécnicos e três cães que estão na ativa. A doutrina desse projeto no Estado prevê que os cinotécnicos fiquem com seus cães em casa para realizar os treinamentos no dia a dia e também fortalecer os vínculos de convivência. Por isso a Malu, o Airton e o Bravo ficam nas casas dos seus tutores que são o Major Parizotto, o Soldado Josclei e o Cabo Romão, respectivamente. No quartel de Xanxerê também há três cães aposentados.

Certificação Nacional no Senabom 2017 em João Pessoa, na Paraíba, onde o Sd Josclei certificou seu cão Airton (Foto: Arquivo Pessoal)

“Os cães mantém uma rotina de treinamento, uma ou duas vezes por semana. As vezes vamos para cidades da região para que possamos fazer treinos variados. Para o treinamento do cão é interessante que a gente tenha uma variação de locais, horários, dias. Buscamos evitar a rotina, porque o cão acaba gravando aquilo. Quanto mais variar para ele e simular tudo o que pode acontecer na ocorrência é melhor. Geralmente o treino acontece em conjunto com os três cães. As vezes buscas urbanas ou então busca rural, que é mais nossa realidade. Mesclando com isso, de vez em quando fizemos um treino de obediência, que é mais voltado para a prova de certificação” explica o Tenente Alan Delei Cielusinsky.

Todos os cachorros que fazem parte da matilha do CBMSC são da raça labrador. Conforme Alan, em outros estados outras raças de cães são utilizados, mas em Santa Catarina os bombeiros optam por labradores por serem extremamente dóceis e de fácil treinamento.

“O Major Parizotto iniciou esse trabalho e vem disseminando essa doutrina ao longo do tempo e prevê esse trabalho apenas com labradores por alguns motivos. Primeiro porque eles são muito dóceis, é um cachorro fácil de trabalhar. Ele permite que você ensine algo para ele e mude isso depois e ele vai se adaptar, basta ensinar. Entendemos que o cão de busca vai localizar, muitas vezes, pessoas com alguma necessidade especial ou com algum problema psicológico, então esse cachorro vai localizar a vítima, latir para indicar que encontrou ela e muitas vezes essa pessoa, por não saber o que está acontecendo pode encostar no cão, tentar bater, e sabemos que o labrador não vai atacar a pessoa”, explica.

Hoje o Corpo de Bombeiros de Xanxerê é referência em cinotecnia e oferece cursos de formação inicial e avançada para bombeiros de todo o Brasil.

Cinoterapia

Paralelo ao trabalho de busca, que é o foco principal do trabalho com cães no CBMSC, outro trabalho realizado com os cães da corporação é a cinoterapia. Através de uma parceria com o Hospital Regional São Paulo uma vez por semana um cinotécnico e um cão visitam o hospital.

O cachorro é utilizado na fisioterapia e também faz visitas em diversos setores do hospital, interagindo com os pacientes e quebrando a rotina hospitalar.

A cinoterapia tem os aspectos lúdicos, que é essa visita aos pacientes, proporcionando um momento de conforto para as pessoas internadas e tem também o aspecto de estímulo na fisioterapia, onde o cão serve de estímulo para as pessoas que precisam realizar os exercícios. É bastante gratificante também levar os cães para a ala infantil, é um ânimo para as crianças” conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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