Hospital de Xanxerê vai informar o paciente sobre possível tempo de espera por atendimento

A partir de agora, o paciente que adentrar na unidade vai receber uma pulseira de identificação apontando uma cor e consequentemente o grau de risco dos sintomas que o mesmo apresenta

30 de agosto de 2018 09:54 | Comunidade , Lance Notícias , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Hospital de Xanxerê vai informar o paciente sobre possível tempo de espera por atendimento (Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

Com o objetivo de melhorar o atendimento à população, o Hospital Regional São Paulo (HRSP), de Xanxerê, apresentou uma mudança no método de acolhimento com classificação de risco. A partir de agora, o paciente que adentrar na unidade vai receber uma pulseira de identificação apontando uma cor e consequentemente o grau de risco dos sintomas que o mesmo apresenta.

O paciente poderá ser classificado com a cor: vermelha; amarela; verde ou azul. De acordo com o coordenador do setor de urgência e emergência do Hospital Regional São Paulo, Vinicius de Moraes, o objetivo é oferecer um atendimento médico de qualidade a todos os pacientes.

“O Hospital Regional São Paulo entende que todas pessoas, sem exceção, têm direito a um atendimento médico de qualidade. Isso é uma questão de dignidade e humanização em saúde. A situação é que, os casos de menor gravidade, casos simples, podem e devem ser atendidos nas unidades básicas de saúde e no pronto-atendimento. Todas essas medidas visam, única e exclusivamente, salvar a vida do próximo que encontra-se em algum risco de morte”.

A nova medida começa a ser aplicada na unidade a partir da segunda-feira, dia três de setembro. “Nós já temos implantado a classificação de risco há um bom tempo no hospital. Mas, nós ainda não informávamos aos pacientes a classificação que eles haviam sido enquadrados. Então, a partir de segunda-feira (03), nós vamos informar ao paciente qual a situação dele e o quadro que ele foi classificado”.

A medida adotada é uma orientação do Ministério da Saúde. Vinicius informa que antes de o paciente receber a classificação, o mesmo passará por uma avaliação de triagem que é feita por profissionais treinados e qualificados na área.

A seguir, confira as cores que o paciente pode ser classificado e a justificativa pelo qual o mesmo foi enquadrado neste cor.

Cor vermelha

“É paciente classificado como emergência, ou seja, ele é classificado como imediato. Esse paciente não pode esperar por atendimento, em função da sua gravidade, mesmo que ele não tenha chegado via ambulância, ele vai ser passado na frente dos demais pacientes”.

 

Cor amarela

“Esse é o paciente classificado como urgente, que necessita de um atendimento médico mais rápido, porém, não é uma situação que possui risco imediato de morte, mas, sim terá uma prioridade no atendimento”.

 

Cor verde e azul

“Essas duas situações englobam cerca de 80% das pessoas que nos procuram no hospital, que são aquelas situações que não possuem risco imediato de morte, aquelas situações crônicas, mas simples, e que são nestes casos, que as pessoas deveriam estar procurando atendimento e sendo acolhidas pelas unidades básicas de saúde e pelo pronto-atendimento”.

 

Febre

Vinicius explica ainda que não são em todos os casos que a febre classifica o atendimento como urgente. “A febre é um sinal que pode estar presente em diversas patologias e dependendo da idade do paciente, de outros sinais e sintomas que acompanham essa febre, ele pode ser classificado sim como um quadro urgente, aonde terá prioridade, mas, a febre sozinha, não obrigatoriamente vai fazer com que o paciente tenha prioridade no atendimento, por isso ele passará pela triagem”.

 

Demora no atendimento

Pacientes classificados com as cores verde e azul podem demorar até quatro horas para receber atendimento. “Todos os protocolos possuem uma questão de tempo para o paciente ser atendido. O paciente que foi classificado como azul, ele tem até quatro horas para ser atendido. O paciente pouco urgente tem até duas horas para ser atendido. Porém na realidade, muitas vezes, não se consegue cumprir essas horas, então o HRSP tem como protocolo, que ao terminar esse prazo, ela vai passar novamente pela triagem, para ver se por alguma situação, ele precisa ser reclassificado ou não”, conclui.

 


Por: Alessandra Bagattini

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