HRSP implanta Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco na recepção de emergência

4 de outubro de 2016 13:46 | Comunidade , Saúde Compartilhar no Whatsapp
HRSP implanta Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco na recepção de emergência

Foi implantado oficialmente nesta segunda-feira (03), o novo protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco na emergência do Hospital Regional São Paulo. O protocolo tem o objetivo de priorizar os casos mais graves que chegam até a emergência e de ofertar melhor assistência aos casos de gravidade.

De acordo com o médico coordenador da emergência, Vinícius C. De Moraes o protocolo de atendimento objetiva melhorar o fluxo de acolhimento e proporcionar maior agilidade e resolutividade nos atendimentos prioritários.

“É importante relembrar que a Emergência do Hospital Regional São Paulo, como o próprio nome já faz referência, é um local determinado para atendimento médico de urgências e emergências. De forma rápida e simplificada, é um local para atender pacientes graves como por exemplo os politraumatizados vítimas de acidentes de trânsito, vítimas de acidente de trabalho, suspeitas de infarto agudo do miocárdio, AVC, entre outras doenças potencialmente fatais. E nesse contexto, a Classificação de Risco é um processo que determina a prioridade no atendimento de pacientes com base na gravidade do seu estado de saúde. Encarecidamente eu peço que a população de nosso município entenda a real importância e proposta de nosso Serviço de Emergência. As demais doenças como gripes, resfriados, infecções intestinais, dores crônica e demais doenças não graves devem ser atendidas nas Unidades Básicas de Saúde e no Pronto Atendimento 24 horas. Caso seja necessário, os pacientes serão transferidos desses locais para o hospital. Nosso objetivo é melhorar cada vez mais a qualidade do atendimento desses pacientes em risco de morte, dedicando tempo, atenção e o cuidado necessário para salvar suas vidas”, pontua o médico.

O Diretor Administrativo do HRSP, Fábio Ivonei Lunkes, ressalta que com o novo protocolo, o HRSP irá otimizar os recursos tecnológicos e a força de trabalho das equipes, atendendo ao paciente segundo a sua necessidade específica.

“Com a implantação do Protocolo de Classificação teremos condições de identificar e atender com maior agilidade os casos graves, dando preferência para estes, desta forma melhorando ainda mais a qualidade dos nossos serviços”, destaca.

 

Como funciona o protocolo

Ao chegar na recepção de emergência do HRSP, o paciente realizará a ficha de atendimento na recepção. Em seguida, o colaborador da recepção encaminhará a ficha de atendimento para a sala de acolhimento, onde o profissional enfermeiro iniciará a consulta de enfermagem, aferindo sinais vitais e iniciará o protocolo. Após realizar a avaliação inicial o enfermeiro classificará o paciente no fluxograma de acordo com sua queixa principal e determinará a prioridade de atendimento conforme protocolo.    O paciente será avisado de sua classificação após avaliação inicial.

Se o paciente for classificado como vermelho (emergência), deverá ter atendimento imediato, não podendo esperar. Se for classificado como amarelo (urgente), significa que o paciente necessita de atendimento rápido, mas, não é considerado emergência, podendo esperar por até 60 minutos. Se classificado com a cor verde (pouco urgente), significa que o paciente necessita de atendimento médico, porém é um caso de menor complexidade, podendo aguardar por 120 minutos. E, se o paciente for classificado com a cor azul (não urgente), significa que é um caso de menor complexidade, podendo aguardar atendimento ou será encaminhado para outros serviços de saúde, neste caso, o paciente poderá aguardar por até 240 minutos.

Os pacientes graves encaminhados pelo SAMU, Bombeiros ou ambulâncias, terão acolhimento imediato. Caso classificados como vermelho, receberão atendimento imediato, caso contrário, serão classificados e aguardarão atendimento conforme prioridade.  O tempo para atendimento pode variar de acordo com a demanda de cada dia. Após exceder o tempo indicado para atendimento médico ou se houver piora clínica, o paciente será reclassificado.

 

 


Por: Patricia Silva

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