Javalis provocam prejuízos de mais de R$ 2 milhões no Oeste

7 de junho de 2016 11:47
Agricultura , Animais , Comunidade Compartilhar no Whatsapp
Javalis provocam prejuízos de mais de R$ 2 milhões no Oeste (Foto: Divulgação)

Os Javalis provocaram prejuízos de mais de R$ 2 milhões na última safra na Serra e no Oeste catarinense. Além da caça autorizada, os municípios estudam outros métodos, como armadilhas, para tentar conter esses animais. Em estradas rurais ou andando livremente pelos campos, os javalis se tornaram um dos maiores perigos das lavouras catarinenses.

Somente entre os 70 associados de uma cooperativa, as perdas na última colheita chegam a 5% do que foi plantado em 20 mil hectares. “Nos últimos levantamentos feitos dessa safra, chegamos na cifra de R$ 2 milhões de danos”, comentou Jocelito Matos, chefe de unidade da cooperativa. O alimento preferido dos javalis é o milho, mas a soja também é atacada. Em lavouras pequenas, o estrago é rápido. Dependendo da quantidade de animais, em apenas uma noite os javalis podem devorar um hectare inteiro.
Doenças
A preocupação também é grande com a possibilidade de transmissão de doenças para os suínos criados no estado. Para monitorar a situação, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) coleta amostras de sangue dos javalis abatidos. O estado também não permite o transporte e o comércio da carne do animal selvagem.
“Temos o receio que ele possa carregar várias doenças, e o nosso principal objetivo é o agente da peste suína clássica, que somos livres”, comenta Bernard Borchardt, coordenador de Defesa Sanitária e Animal.
Caça
O método de controle mais utilizado é a caça, autorizada desde 2010. De 2011 até o ano passado, a Polícia Militar Ambiental emitiu 534 autorizações para o abate de javalis. O resultado foi mais de 3,4 mil animais abatidos. Até março deste ano, já haviam sido emitidas 155 licenças para a caça só na região serrana.
“Quando expandimos a permissão para o abate orientamos as pessoas autorizadas, que repassem os relatórios mensalmente, ou até semestralmente. Só o que sabemos é que muitas pessoas não apresentam. Então é previsto que o número de animais possivelmente é bem maior do que temos”, disse o cabo Antonio Marcos de Jesus, da Polícia Militar Ambiental.
Armadilhas

Além da caça tradicional, são pensadas outras alternativas no combate aos javalis. Em Campo Belo do Sul, na Serra, deve começar a sair do papel na próxima semana a construção de gaiolas para captura e posteriormente o abate dos animais.
Já foram mapeados 95 pontos onde as armadilhas serão instaladas, a um custo de R$ 100 mil. Esse dinheiro vai sair de uma parceria entre prefeitura, cooperativas e empresas da região. (Fonte G1).


Por: Alessandra Bagattini

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