Lar Aprisco de Xanxerê abriga 15 adolescentes; saiba como eles vivem

14 de julho de 2016 11:46
Comunidade , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Lar Aprisco de Xanxerê abriga 15 adolescentes; saiba como eles vivem O Lar Aprisco existe há três anos em Xanxerê. (Foto: Alessandra Bagattini/ Lance Notícias)

Inaugurado em 15 de julho de 2013, a Associação Aprisco de Desenvolvimento Social, Educacional e Cultural (Lar Aprisco) de Xanxerê acolhe adolescentes vítimas de violência física, abandono, agressão psicológica, estrupo ou qualquer tipo de abuso entre 12 a 18 anos.

Durante três anos de existência o lar já atendeu cerca de 73 adolescentes e hoje abriga 15. A coordenadora do lar, Claraelena Barfknecht, comenta sobre os adolescentes que estão abrigados no lar “os adolescentes que estão aqui são de 12 a 18 anos, eles podem ficar até 21 anos, caso eles não tenham para onde ir. Eles são encaminhados para cá através do fórum e pela promotoria. O conselho tutelar detecta a violência que eles sofrem, leva caso para a promotoria que pede o acolhimento e a juíza determina ou não se vem para cá. ”

Hoje o Lar Aprisco acolhe 15 adolescentes e realizam 10 casos de acompanhamento, “Os casos que podem ir para o abrigo são de violência física, abandono, adolescentes que estão na rua, perderam a referência, agressão psicológica, estupro e abuso”.

Acompanhamento

Os adolescentes permanecem no lar até o momento que em são adotados são retornam para sua família, depois deste processo é realizado um acompanhamento especial “depois que eles saem, que eles retornam para a família ou para a família extensa, ou até mesmo adoção, eles são acompanhados por seis meses, onde fazemos um relatório para a juíza e informamos a promotoria com eles estão, se se adaptaram, como está a vida deles”, comenta Claraelena.

Trabalho realizado no acolhimento

O Lar Aprisco de Xanxerê é a casa para esses adolescentes, onde os mesmos criam sua rotina e tornando-se uma família “é uma casa, eles vão para a escola, fazem cursos, os maiores de idade são direcionados para o mercado de trabalho então eles são orientados. Nós fazemos o papel que a família não fez, a ONG trabalha orientando, eles fazem passeios, visitas, eles têm amigos, uma vida social normal”.

Os adolescentes que não trabalham, devido sua idade, realizam trabalhos de artesanato no Lar “no acolhimento eles tem atividades normais dentro de uma casa, são responsáveis pela organização do quarto, pela sua ala, tem rotatividade na cozinha, ensinamos culinária, responsabilidade das roupas, fazem artesanatos e também os deveres de casa da escola ou curso”, relata a coordenadora.

Jovens maiores de 18 anos

Os jovens que residem no abrigo, podem permanecer no local até os 21 anos, depois deste período os mesmos criam sua própria autonomia, “Até os 18 anos, ou após, eles são encaminhados para o mercado de trabalho, organizamos a vida deles e seguem suas vidas e eles adquirirem autonomia, para seguir com suas vidas”, finaliza Claraelena.

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Por: Alessandra Bagattini

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